5 perguntas para… a consultora de imagem Rachel Moniz

By 15 de janeiro de 2016 5 perguntas, moda, principal, rio de janeiro

Confundir estilo com moda é muito comum e muito equivocado também. Como dizia o estilista Oscar de la Renta, ‘moda é se vestir de acordo com o que está em alta, estilo é ser você mesmo‘. E é exatamente isso que você precisa ter em mente quando pensa seu estilo, sua imagem, palavra da consultora de imagem Rachel Moniz. Diariamente, ela dá dicas no perfil Apenas um palpite, no Instagram, com fotos dos looks que ela monta e algumas orientações para quem quer se olhar no espelho e se identificar de verdade com o que vê. Para entender um pouco mais dessa profissão, conversamos com a Rachel sobre o que ela faz, o estilo de quem mora no Rio e como o lugar onde a gente mora influência, e muito, a nossa imagem e, consequentemente, nossa forma de vestir.

O que faz uma consultora de imagem? Como consultora, meu maior objetivo é harmonizar a imagem e o visual da cliente com os valores que ela quer transmitir ao mundo. O que isso quer dizer na prática? Bom, todos nós somos seres únicos, com personalidades diferentes. Acreditamos em coisas distintas, temos valores diversos e estilos de vida variados. Além disso, cada pessoa quer passar uma mensagem diferente ao mundo; uns são formais e sérios, outros são despojados, tem gente que quer ser jovem, elegante, criativo, enfim. E é aí que eu entro: ajudar cada pessoa a se vestir de acordo com aquilo que quer passar para a sociedade. Eu ajudo minhas clientes a se comunicarem de forma não-verbal. A consultoria de imagem – ou estilo – não é somente fazer com que as clientes estejam ‘na moda’, é muito mais do que isso. Ajudamos a construir uma imagem forte, consistente, desenvolvemos uma identidade visual. Ensinamos a comprar de forma mais inteligente, a terem um armário mais versátil e um consumo mais consciente, gastando menos. Também fazemos com que conheçam melhor seus corpos, valorizarem suas formas. Nós abrimos a mente de nossas clientes para novas possibilidades de looks, mais criativos e interessantes. O resultado mais importante é o auto-conhecimento que geramos.

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Qual é a sua formação? Como você se transformou em uma consultora de imagem? Senta que lá vem história! Originalmente, sou formada em Relações Internacionais e, por muito tempo, trabalhei no meio corporativo. Depois de alguns anos trabalhando em grandes empresas, percebi que não era feliz e que aquilo não era o que eu queria fazer para o resto da minha vida. Comecei a buscar cursos pela internet e descobri a Juliana Burlamaqui, uma das consultoras de imagem mais respeitadas do Rio de Janeiro. Meu primeiro curso com ela foi o de Fashion Management, na IBMEC. Depois, fiz o curso de Consultoria de Imagem pelo Instituto Dresscode. Também sou formada em Produção de Moda pela PUC. Além disso, frequento muitos workshops, oficinas e palestras, e fico ligadinha em tudo que rola no mundo da moda e das tendências.

Quais são os fatores externos que podem interferir na imagem de uma pessoa? Muitos são os fatores que influenciam em nossa imagem. O ambiente em que fomos criados, por exemplo, causa um grande impacto. O lugar onde moramos, as músicas que ouvimos, os programas que assistimos, nossos ídolos, enfim, quase tudo é insumo para alimentar nosso visual.

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Para você, o que é ter estilo? Ter estilo é saber se respeitar. Respeitar seu corpo, seu estilo de vida, sua rotina. É manter uma consistência, sem se deixar levar demais por tendências ou pela opinião alheia. Se você gosta do que vê no espelho quando vai sair de casa, é tudo que importa.

No caso do Rio, como você acha que a cidade se manifesta nas pessoas? Eu sinto que o Rio é bem despojado. A carioca tem um estilo mais natural, descolado, gosta de tecidos fluidos e caimentos leves. O fato de sermos um balneário influencia muito nesse estilo casual e sem esforço.

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Pergunta bônus! Que lugar do Rio te inspira? Eu amo as ruas de Vila Isabel. Tenho um carinho especial pelo bairro, mas principalmente pela Avenida 28 de setembro. Acho super boêmio e aquele clima provinciano dos moradores tomando cervejinha na calçada musical é muito poético para mim.

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