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5 perguntas para… Raphaella Perlingeiro, do Raphinadas

By 24 de junho de 2016 5 perguntas, cultura, principal, rio de janeiro, turismo, viagens

Um café da manhã na Casa Carandaí foi a escolha perfeita para o papo que eu tive com a entrevistada de hoje. Matei minha vontade de comer em um lugar que eu sempre visitava rapidamente, matei a curiosidade de conhecer uma pessoa que já admirava, só pela convivência virtual, e ainda dei a sorte de receber uma notícia em primeira mão! A Rapha, ou Raphaella Perlingeiro, para ser mais formal, está de mudança! Ela vai morar na Holanda e, já em ritmo de despedida, conversou com o blog sobre o Raphinadas, a mudança, o Rio de Janeiro e, claro, viagens, assunto sobre o qual ela é expert. Confesso que bateu uma surpresa quando soube que a Rapha estava deixando o Rio, mas, logo a surpresa virou alegria. Agora, ela vai levar o jeito despojado e todo o amor dela pela Cidade Maravilhosa para passear pelo Velho Continente. O papo foi tão bom, que a gente nem lembrou de tirar uma foto juntas. Uma pena, mas, garanto que a entrevista está bem legal e, no final, a Rapha ainda fez uma brincadeira comigo e indicou um lugar do Rio que ela acha que seria a minha cara. O que eu posso contar é que ela acertou em cheio! Para saber qual foi a dica dela, só lendo a entrevista.

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Indicações da semana #7

By 29 de maio de 2015 cultura, indicações, principal, viagens

Olá, pessoal!

Eu, Vivi, continuo no comando das indicações nessa semana. Júlia está curtindo merecidas férias, agora, na Bolívia. De vez em quando, ela aparece no WhatsApp para mandar fotos – como essa que abre o post, da Isla del Sol, no meio do Lago Titicaca – e contar um pouco do que tem feito em mais uma incursão pelo nosso continente. O legal de dividir com ela, à distância, as experiências que ela vive é manter ativa dentro da cabeça aquela ideia de que viajar é uma das atividades mais divertidas do mundo. Viajar é ter a possibilidade de conhecer uma cultura diferente, é descobrir que aquele lugar lindo que você contou os dias para visitar é ainda mais incrível pessoalmente, é contornar pequenos – ou grandes – perrengues e ter ainda mais histórias para contar, é observar hábitos e costumes, é fotografar e filmar e escrever para tentar eternizar as melhores lembranças, é estar com pessoas, e é tudo aquilo que você sente quando sai de casa rumo a qualquer destino, cheio de expectativa e vontade de ser surpreendido. Vai dizer que isso tudo aí não é muito  legal? Duvido! Como agora já está bem óbvio qual é o tema das indicações de hoje, vamos aos eleitos.

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Minhas aventuras na Colômbia – parte 3

By 25 de agosto de 2014 principal, viagens

Depois de contar porque escolhi viajar para a Colômbia e como foram os dias em Bogotá, chegou a vez de falar sobre meu segundo destino: Cartagena. Como contei no outro post, saí da capital colombiana em um domingo chuvoso e muito frio. Agora imaginem uma pobre criatura de calça jeans, dois casacos, tênis, meia e cachecol desembarcando num aeroporto micro de um lugar com temperatura na casa dos 30 graus. Sim, essa fui eu chegando em Cartagena, debaixo de um sol de meio-dia. Além da temperatura, as duas cidades colombianas têm outras diferenças marcantes. E aqui serei bem sincera com vocês, queridos leitores, demorei para entrar no ritmo de Cartagena. Lembro que no meu segundo dia por lá, mandei um email para a Vivi dizendo que a cidade era linda, mas que eu tinha certeza que ia gostar mais de Bogotá. Acho que a questão toda foi porque Carta tem muito turista, incluindo brasileiros, e isso fica ainda mais evidente diante do tamanho da população. Enquanto a capital tem quase 7 milhões de habitantes, Cartagena tem cerca de 800 mil. O centro histórico, do qual falarei mais a frente, é bem pequeno e talvez por isso eu tenha ficado com a sensação de ver tanto turista quanto morador local. Porém, eram as minhas férias, no cenário do meu livro favorito para sempre (O Amor nos Tempos do Cólera, já falei dele aqui) e eu tomei a sábia decisão de abstrair os turistas, abrir o coração para Cartagena e, sim, ela conseguiu me conquistar com sua arquitetura charmosa, frutas exóticas, pores do sol incríveis e gente bonita em clima de paquera. rs!

Pôr do sol visto da muralha em Cartagena

Pôr do sol visto da muralha em Cartagena

Cartagena se divide em duas. Uma parte é cercada pela muralha de um antigo forte e, por isso, chamada de Cidade Amuralhada ou Cidade Velha. Fora das muralhas ficam os bairros Getsemani, La Matuna e Bocagrande. Na Cidade Amuralhada fica o centro histórico, onde está também a maior parte das atrações turísticas. A entrada oficial para esta parte de Cartagena fica na Plaza de los Coches, onde está a Torre del Reloj, tão alta que pode ser vista de diferentes pontos. Ali bem perto, ficam o Portal de los Dulces, cheio de barraquinhas vendendo doces típicos, e a Plaza de la Aduana. Nesse ponto, entre a Plaza de los Coches e Plaza de la Aduana, é possível encontrar alguns bares, com mesas na calçada, um Hard Rock Café e um bar/boate famoso chamado Tu Candela – eu fui, foi uma experiência estranha e eu não recomendaria; é legal para dançar, mas tem muita garota de programa. Outros pontos turísticos são a Catedral de Cartagena, a Plaza de Santo Domingo, a Igreja de San Pedro Claver, o Palácio da Inquisição e o Museu do Ouro, numa versão bem menor do de Bogotá e que, por já ter visto lá, não visitei. Para mim, que gosto mesmo de ver o movimento das ruas, o mais legal da parte velha de Cartagena é andar pelas ‘calles’ estreitas, que misturam o ar histórico com lojas caras e de grifes, como Salvatore Ferragamo e Versace. Em um dia dá para percorrer tudo, andando com calma para apreciar as casinhas coloridas em estilo colonial e varandas floridas e ficar com vontade de morar em uma delas.

Ainda na Cidade Amuralhada, não dá para deixar de conhecer, claro, as muralhas. Elas foram erguidas no século XVI para proteger Cartagena de ataques piratas e contam com baluartes e canhões. Do alto das muralhas é possível tirar belas fotos e ver o mar do Caribe, o centro histórico e a parte moderna da cidade. O recomendável é fazer o passeio por ali de manhã bem cedo ou no fim da tarde por causa do sol forte. Eu confesso que prefiro a segunda opção porque já dá para emendar logo no pôr do sol. Em cima da muralha, na altura da Plaza Santo Domingo, fica um dos lugares mais badalados de Cartagena, o Café del Mar. É uma mistura de bar e restaurante, com um dj que toca música eletrônica, numa atmosfera bem descoladinha. Não se paga nada para entrar no Café del Mar, porém, bebidas e comidas são caras – uma cerveja, por exemplo, custa o dobro do cobrado em um lugar ‘normal’. Digo que era um pequeno luxo ao qual eu me permitia todo fim de tarde. É indescritível a sensação de bem-estar que eu sentia ao sentar em uma das mesas do Café del Mar, olhar para o mar, ver o sol baixando refletido nas águas e abrir um livro para ler tomando um drink até anoitecer. Vale muito a pena! Para quem não quer gastar, o pôr do sol pode ser visto de graça em outros pontos da muralha, do lado até mesmo do Café del Mar.

*É só clicar nas fotos para vê-las maiores.

Além das muralhas, Cartagena é também protegida por um castelo, o Castillo San Felipe de Barajas, a maior obra militar construída pelos espanhóis na América. O castelo é cheio de túneis subterrâneos e passagens secretas. Ele fica fora da Cidade Amuralhada, em um morro, o que permite ter uma vista panorâmica de Cartagena. Também fora das muralhas fica o boêmio bairro de Getsemaní, que não possui a mesma pompa do centro histórico, mas também tem seus encantos. O bairro concentra hotéis e pousadas com preço mais em conta e tem uma vida noturna bem agitada. Porém, não tem lá uma fama muito boa no quesito segurança. Essa imagem tem se desfeito nos últimos anos e o bairro tem adquirido um ar mais hipster – eu diria que Getsemaní se assemelha muito à Lapa, aqui no Rio de Janeiro, até no que diz respeito ao processo de revitalização. E ainda nas semelhanças com a Lapa, é em Getsemaní que ficam as melhores opções de night. O ‘esquenta’ começa na Plaza Trinidad, onde turistas e moradores se reúnem para tomar cerveja gelada e muito barata. Saindo de lá, o destino é a Calle Media Luna, cheia de bares, e onde fica o hostel Media Luna, que também tem um bar aberto a quem não é hóspede, e uma famosa festa às quartas-feiras. Essa night no hostel é muito concorrida e eu acabei optando pelo Cafe Havana, na esquina da Calle Media Luna, que é ótimo para dançar música colombiana, e emendei em uma festa organizada bem ao lado pelo hostel que fiquei, o El Viajero.

Por falar em hostel, minha escolha pelo El Viajero foi por ele ficar na Cidade Amuralhada, o que me permitia fazer quase tudo a pé. O albergue é grande e eu estranhei um pouco a falta do clima mais familiar dos hostels pequenos. No geral, achei ok. É limpinho, não tem água quente – o que não é problema no calor de Cartagena -, tem ar condicionado e cofre nos quartos, aula de salsa e um bar para você interagir e fazer amizade. E tem muitos hóspedes bonitos também. Sabe a parte da gente bonita e em clima de paquera que eu falei lá no primeiro parágrafo? Então, o hostel é assim. E as nights em Cartagena também, fica a dica para os leitores solteiros. 😉

Fora da Cidade Amuralhada, o bairro Bocagrande reúne prédios luxuosos, hotéis caros, cassinos e shoppings. Eu confesso que não tive vontade de visitar a região e preferi caminhar, mesmo que de novo, pelas ruas do centro histórico. No bairro, tem também uma praia, a Praia de Bocagrande, que dizem não valer muito a pena por ter areia escura e água com uma cor estranha, embora limpa. Cartagena, aliás, não tem muitas praias que remetem à ideia de Caribe, com o mar de águas cristalinas e areia branca. Para vê-las é preciso sair da cidade e aí é bom se preparar para uma aventura. Perto da Torre del Reloj, no Muelle de la Bodeguita, saem diariamente pela manhã diferentes barcos e passeios paras as Islas del Rosario. A opção mais comum é tomar uma lancha com destino a Playa Blanca e só passar pelas Islas del Rosario. Outros roteiros incluem o dia em uma das ilhas do arquipélago. No porto, agências vendem o pacote com o passeio, incluindo almoço, por cerca de 60 mil pesos colombianos. Eu fui com um grupo do hostel, que incluía uns argentinos experts em pechinchar, e no fim das contas paguei 40 mil pesos. O trajeto até a Playa Blanca dura cerca de 40 minutos. A ida é mais demorada porque o guia mostra, de longe, e conta histórias sobre ilhas que pertenceram ao traficante Pablo Escobar ou que são de propriedade de artistas, como a Shakira. A lancha para em uma ilha dos arquipélagos, onde dá para fazer snorkeling, visitar um Oceanário ou ficar esperando em uma pequena faixa de praia e já ir sentindo a delícia que é a água clara e quentinha do mar do Caribe.

Depois da primeira parada, o barco vai para a Playa Blanca, essa com uma faixa bem mais extensa de areia branca, onde fica por mais tempo. Para minha sorte, nosso barqueiro parou numa parte mais isolada da praia, o que nos deixou um pouco mais livres das investidas dos vendedores ambulantes e de umas mulheres que vendem massagens – elas já chegam perto colocando a mão nos seus ombros, dizendo que você está muito tenso e o jeito é repetir ‘no, no, no, gracias’ mil vezes antes que te cobrem pelo serviço. O mar é tão calmo que eu, medrosa confessa de água de mar, entrei tranquilamente e fiquei dentro da água até os dedos enrrugarem. Playa Blanca é uma delícia. Você almoça, curte o sol e aquele mar lindo. Sai tão relaxado que nem lembra que para voltar terá de encarar uma lancha já num mar revolto de fim de tarde. Some às ondas um barqueiro que parece louco para voltar para casa, navegando em alta velocidade, e você terá 40 minutos de muita emoção. A cada vez que a lancha batia em uma onda, eu achava que ela fosse virar e ela quase virava mesmo! Passei o caminho todo rezando para chegar bem. Sobrevivi, mas meu celular morreu afogado dentro da bolsa – o que foi meio chato porque ele era também meu relógio, despertador, câmera fotográfica e rolou um pânico de perder as fotos tiradas antes dele pifar. Porém, no fim das contas foi bom para desconectar de vez.

Eu comecei o post dizendo que nos primeiros dias em Cartagena não tinha tanta certeza se ia gostar da cidade. Bom, pelo tamanho do texto, você que conseguiu chegar até o fim deve ter percebido que no fim das contas eu me apaixonei por esse destino colombiano. Devo confessar que com razoável frequência me pego lembrando dos picolés da La Paletteria, do arroz com coco, dos sucos de frutas exóticas – sim, experimente tudo isso se um dia estiver por lá. E antes que pensem que minhas lembranças se associam apenas à comida, digo que até a aventura na lancha eu encararia de novo para voltar às Islas del Rosario e que ouço esse tipo de música aqui às vezes porque ela me inunda de lembranças boas. Para quem ainda tem dúvidas sobre a Colômbia, eu digo e repito que tive uma experiência incrível no país e que voltaria para rever Bogotá e Cartagena e também para conhecer Cáli, Medellin, Salento, Parque Tayrona, Santa Marta, San Andrés. Para não perder o costume, mil suspiros de saudade.

Júlia Faria

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Minhas aventuras na Colômbia – parte 1

By 11 de agosto de 2014 principal, viagens

Hoje eu acordei me lembrando da minha última viagem de férias e, para matar um pouquinho das saudades, resolvi fazer esse post que há meses eu prometo pra Vivi está aberto aqui nos rascunhos do WordPress. Em maio, viajei para a Colômbia – um destino cercado por caretas de surpresa e interrogação a cada vez que eu menciono. Fui para Bogotá e Cartagena, e super recomendo. Para explicar por que a terra de Gabriel Garcia Márquez pode render uma viagem positivamente inesquecível, vou dividir meu relato em três posts. Esse aqui, mais geral, e outros dois com dicas sobre as cidades que visitei.

A bandeira colombiana tem uma história extraoficial de morrer de amores. Dizem que o general Francisco de Miranda, apaixonado pela imperatriz russa Catarina, a Grande, escolheu as cores amarela, azul e vermelha para representar os cabelos loiros, os olhos azuis e os lábios da amada.

A bandeira colombiana tem uma história extraoficial de morrer de amores. Dizem que o general Francisco de Miranda, apaixonado pela imperatriz russa Catarina, a Grande, escolheu as cores amarela, azul e vermelha para representar os cabelos loiros, os olhos azuis e os lábios da amada.

Por que Colômbia? 

Um terremoto no Chile me levou para a Colômbia. Faltava um mês para as minhas férias quando um forte tremor sacudiu as terras chilenas e balançou meus planos. No intervalo de tempo entre o vai e o não vai, ainda teve um incêndio em Valparaíso. Como eu sou um pouquinho supersticiosa, achei melhor deixar o Chile para o futuro e retomar a ideia de conhecer o país de um dos meus escritores favoritos.

Decidir ir para a Colômbia significou encarar comentários do tipo: ‘Mas lá tem muita droga’, ‘E ainda tem as Farc’, ‘Você vai sozinha para um país tão sinistro’. Minha resposta era sempre: ‘Gente, eu vivo no Rio de Janeiro!’. Vamos combinar que quem mora por aqui dificilmente vai se deparar com grandes dificuldades para se virar em outras cidades da América do Sul. Por via das dúvidas, segui a regra número um do manual de todo viajante: pesquisar sobre o local para onde vai. Tirei dúvidas com um amigo colombiano que fiz em outra viagem e naveguei por blogs e sites de quem já foi para lá.

Minha experiência na Colômbia não foi muito diferente dos relatos que encontrei antes da viagem. Os colombianos são bem simpáticos e solícitos, e não estranhe caso alguém se disponha a caminhar com você para te ajudar a encontrar um lugar porque eles fazem isso numa boa. Tem muito policiamento nas ruas. Em Bogotá, via quase um policial por esquina. Claro que isso não quer dizer que se pode ficar desatento com cuidados básicos com bolsa, celular e máquina fotográfica, assim como na maioria das cidades grandes do mundo. Ainda na capital, um retrato dos problemas sociais do país pode dar uma certa sensação de insegurança: a grande quantidade de pedintes. Eles abordam as pessoas, mas não vi serem agressivos com ninguém. Já em Cartagena, há policiais em menor quantidade, mas eles estavam sempre presentes e eu me sentia tão segura que voltava andando de madrugada do bar para o hostel com os amigos que fiz por lá.

De verde, os policiais colombianos | O táxi amarelinho e baratinho | E a estátua de Gabriel Garcia Márquez

De verde, os policiais colombianos | O táxi amarelinho e baratinho | E a estátua de Gabriel Garcia Márquez

O que você precisa saber sobre a Colômbia

Viajar para a Colômbia é bem fácil. Para nós brasileiros, não é preciso passaporte, nem visto. Há exigência de ter tomado vacina contra a febre amarela. Porém, em nenhum momento pediram meu certificado de vacinação para embarcar. De qualquer forma, não custa nada se prevenir. A vacina pode ser tomada de graça e, dependendo do posto de saúde escolhido, você já sai de lá com o certificado internacional, que tem validade de 10 anos. Eu voei de Avianca, que é a companhia aérea colombiana, e foi ótimo. São quase 6 horas de vôo, tempo que eu usei para assistir dois filmes – tem TV nas poltronas -, ler e dormir. Chegando na Colômbia, o fuso horário é diferente do nosso. São duas horas a menos que o horário de Brasília.

O país é barato. R$ 1 vale cerca de 750 pesos colombianos – dependendo da cotação, dá para fazer a conversão de R$ 1 por 800 COPs. E aí você logo pensa: ‘Uau, serei um milionário na Colômbia’. Caaalma! A menor nota colombiana é de 1000 pesos e o preço das coisas está sempre na casa do milhar. Uma corrida de táxi, por exemplo, pode custar 15 mil pesos. Para facilitar a conversão, coloquei na minha cabeça que 1000 pesos colombianos eram o equivalente a um real. Assim, cortando os zeros da casa do mil, o táxi sairia por R$ 15. Não é exatamente isso. Fazendo a conversão certinha, dá um pouco mais, por volta de R$ 20. Parece que a gente vai perder dinheiro. Mas, aí entram em cena os baixos preços colombianos. Bebida, comida, táxi, é tudo barato comparado com os preços que a gente paga aqui, o que deixa a viagem bem tranquila em relação aos gastos.

A comida é uma delícia. Para quem conhece bem a minha facilidade com garfo e faca, essa afirmação pode não dizer muita coisa, rs. Mas juro mesmo que os pratos são gostosos – me arrisco a dizer, já preparada para receber críticas, que gostei mais da comida colombiana do que da argentina. Talvez seja porque eles colocam banana em quase tudo, misturam doce com salgado, tomam muita sopa, e eu adoro essas coisas. A sopa, aliás, é chamada de Ajiaco e é um prato típico da capital, porém, comum em todas as outras regiões do país.

Outros pratos típicos e que eu considero imperdíveis na culinária colombiana? Patacón, um massa frita feita com banana-da-terra verde, acompanhamento para praticamente tudo; Arroz com Coco, típico de Cartagena, é um arroz feito com leite de coco, que me dá água na boca só de lembrar; Bandeja Paisa, um prato com arroz, feijão vermelho, linguiça, carne moída, bife, ovo e banana fritos e abacate – sim, abacate, parece estranho, mas não acrescenta muito no sabor da comida e vale experimentar ao menos pela curiosidade. Outro ponto legal é que tem muita barraquinha de comida nas ruas. Eu acho que vale a pena se jogar sem medo e provar Arepa e Oblea. A arepa é uma espécie de panqueca feita com farinha de milho e recheada com queijo, presunto e ovos mexidos. Já a Oblea é um ‘sanduíche’ feito com dois biscoitos grandes, redondos e fininhos de waffle e recheado com doce de leite, geléia de frutas, queijo, leite condensado, ou tudo isso junto. Delícia!

Obleas | Barraquinha de comida de rua | Famosa cerveja colombiana

Obleas | Barraquinha de comida de rua | Famosa cerveja colombiana

No próximo post, conto o que achei de Bogotá, meu primeiro destino na Colômbia. Não percam!

Júlia Faria

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