Browsing Tag

gávea

5 perguntas para… o designer Durval Amorim

By 14 de agosto de 2015 5 perguntas, inspirações, principal, rio de janeiro

Se você acha que o Rio não pode ficar ainda mais bonito do que já é, veja essas aquarelas:

Continue lendo…

You Might Also Like

Melhor do Rio: Gávea

By 15 de agosto de 2014 principal, turismo

Sou tijucana convicta, daquelas que podem ficar horas defendendo o bairro, mas devo confessar que meu coração balançou, deu pulinhos e se encheu de borboletas (não, elas não ficam no estômago) na primeira vez em que eu fui à Gávea. Sim, eu lembro exatamente como foi: uma mistura de surpresa e encantamento. Em um cantinho do Rio, descobri ruas estreitas de paralelepípedos (as mais fofas e adoráveis), decoradas por casas tradicionais e muito verde. Prédios enormes e modernos? Sim, a Gávea tem. Trânsito infernal? Também. Defeitos não faltam. Mas o que você leva em conta quando se apaixona? O lado bom, não é mesmo? E é isso que eu vou dividir com vocês hoje.

Durante quatro anos da minha vida é possível que eu tenha passado mais tempo na Gávea, graças às aulas na faculdade, do que na minha própria casa. É verdade que em termos de espaço geográfico a Gávea não é um grande mistério. O bairro começa na praça Santos Dumont, logo depois do Jardim Botânico, termina ali pelo Parque da Cidade, quase chegando à Rocinha, e a principal rua é a Marquês de São Vicente, que vai de uma ponta a outra. Mas, apesar de relativamente pequeno, o bairro é cheio de atrações. Tantas que, suspeito, farão esse post ficar um pouquinho robusto (e muito útil e divertido, prometo). 😉

Entrada do IMS

Entrada do IMS

Pátio interno do IMS

Pátio interno do IMS

Começando de trás para frente, sugiro uma tarde inteira de visita ao Instituto Moreira Salles, de preferência com um guia, para conhecer todos os detalhes do antigo casarão da família Moreira Salles, que hoje é um centro cultural. Um dos mais lindos da cidade, aliás. ‘Culpa’, em grande parte, de Burle Marx, paisagista responsável pelos jardins e pelo famoso painel de azulejos que enriquecem a área externa da casa. O IMS recebe sempre boas exposições, além de ter sessões temáticas de cinema. Isso mesmo, os Moreira Salles tinham uma sala de cinema dentro de casa. Aliás, lembre-se sempre disso quando estiver lá dentro: tudo aquilo foi, um dia, residência de uma família. O passeio vai ficar ainda mais empolgante, garanto. A entrada é gratuita e tem estacionamento no local. De metrô também é fácil de chegar, após uma rápida caminhada. Dentro do IMS funciona um café gracioso, perfeito para encerrar o dia.

Descendo a Marquês de São Vicente, você chega até a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a PUC. Entre 2007 e 2010, quando estudei lá, pelo menos dez mil pessoas passavam diariamente pelo campus. É o mesmo que a população de muitas cidades pequenas. Acho que esse número ajuda a dar uma dimensão de tudo o que você pode conhecer passeando lá dentro. As pontes que passam sobre o rio que corta a universidade, a igreja com painéis de Cândido Portinari, a biblioteca gigantesca, organizada e silenciosa: esses são os itens obrigatórios da minha lista de indicações. O resto é por sua conta.

Na calçada oposta à PUC, ainda na Marquês, há diversas lojinhas que merecem uma garimpada. A parada obrigatória é na UrbanArts, galeria de arte que reúne trabalhos de diversos artistas, cheios de referências pop e muita cor. Há de quadros a ímãs de geladeira. Sobra personalidade às peças e é difícil sair de mãos vazias. A Gávea, aliás, é uma região prolífica em galerias de arte. Algumas delas são: Silvia Cintra, Mercedes Viegas e Anita Schwartz.

Entrada da Urban Arts

Entrada da Urban Arts

Chocolate quente da Casa da Táta

Chocolate quente da Casa da Táta

Bolo formigueiro da Casa da Táta

Bolo formigueiro da Casa da Táta

Da Casa da Táta

Da Casa da Táta

Em matéria de comida, uma das preciosidades do bairro fica na Rua Professor Manuel Ferreira, a Da Casa da Táta. Você realmente vai se sentir em casa nesse restaurante. Seja pela comida caseira fresquinha, seja pela decoração de madeira, com detalhes bem pessoais, como fotos, dos donos do local. O sanduíche de croissant com recheio de queijo minas combina muito bem com o chocolate quente, ainda mais nesse frio. Há ainda opções de omeletes e saladas. Indispensável mesmo é o bolo formigueiro. E o café da manhã de lá foi eleito ontem o melhor do Rio, pelo prêmio Rio Show. Opinião de especialista vale mais?

No Shopping da Gávea – e nos arredores – há boas opções de restaurantes mais conhecidos, como Balada Mix, Delírio Tropical, D.R.I., Gula Gula e Batata Inglesa. E também, outros que você vai adorar conhecer. O Garden Bistrô, por exemplo, é vegetariano e ainda tem opções deliciosas para quem gosta de carne. O Origami, como o nome denuncia, é japonês, mas também serve a quem não gosta da culinária oriental, com saborosos pratos quentes. Indico o atum na chapa, disponível sempre no cardápio, ou o prato executivo de filet mignon com rolinho primavera de legumes, oferecido durante a semana, na hora do almoço.

Embora indicar passeios a shoppings não pareça muito interessante ou diferente do que você pode fazer em qualquer outro bairro, cidade ou país do mundo, há mais um bom motivo para continuar no Shopping da Gávea: os teatros. São quatro, ao todo. Todos pequenos e aconchegantes. As peças em cartaz, claro, variam. Vale a pena ficar de olho nas programações. Já tive boas surpresas por lá.

Para encerrar, o BG. Também conhecido como Baixo Gávea. Todo dia é dia e toda hora é hora de estar por ali, na praça Santos Dumont. Almoço no Garota da Gávea, jantar no Braseiro e chopp sempre, em qualquer bar da região. Às quintas, sextas e sábados o BG ferve. As ruas ficam cheias de pessoas e de animação. Jovens de todas as idades se reúnem nas calçadas para conversar e flertar. Mesmo que você não beba, é melhor deixar o carro em casa. O estacionamento na rua é complicado. Mas, o clima é tão leve que a satisfação, falo por experiência própria, é garantida.

Viviane da Costa

You Might Also Like

Melhor do Rio: Jardim Botânico

By 18 de março de 2014 principal, turismo

No Rio de Janeiro, Jardim Botânico é sinônimo de parque, de rua e de bairro. Hoje, vamos falar sobre os três. O parque, inaugurado em 1808, ano da chegada da família real portuguesa ao Brasil, deu nome à rua e ao bairro. Localizado a um túnel Rebouças de distância da Zona Norte, o bairro fica na Zona Sul da cidade e liga, pela rua Jardim Botânico, o Humaitá à Gávea. É bem fácil chegar ao Jardim Botânico. Na dúvida, olhe para o alto e siga as palmeiras-imperiais.

20130601_131904

Palmeiras-imperiais. Foto: Viviane da Costa

O Jardim Botânico foi criado por Dom João VI para aclimatar especiarias da Índia. Atualmente, a parte preservada de Mata Atlântica que faz parte do parque ajuda a aliviar a temperatura no bairro, o que, em tempos de termômetros marcando 50 graus, vale uns cinco pontos positivos. Abre de terça a domingo, das 8h às 17h, e às segundas, a partir de meio-dia. A entrada custa R$ 6. Crianças de até 7 anos e adultos maiores de 60 não pagam. Informações básicas anotadas, vamos ao que interessa.

20130601_133858

20130601_134420

20130601_141942

‘Perde-se também é caminho’. A frase da escritora Clarice Lispector é perfeita para um passeio no Jardim Botânico. O parque é enorme, pode-se caminhar por horas dentro dele e não conhecer tudo. Recomendo que um visitante de primeira viagem comece sem começo, sem direção, em um reconhecimento livre do lugar. Se esse é o seu caso, ande sem roteiro e encante-se pelas espécie vegetais e animais que compõe o local, descubra cantinhos escondidos, sem muitas pessoas, ache sem querer estruturas que sempre aparecem em fotos do parque. Assim, certamente, você vai encontrar as principais atrações do Jardim Botânico, mas, para garantir, vale guardar umas dicas.

Caminhar pelo corredor de palmeiras-imperiais, aquelas das quais falei no primeiro parágrafo, é obrigatório, pela beleza e pelo valor histórico. Além delas, há o Jardim Sensorial, que propõe uma forma diferente de conhecer as plantas. Com os olhos vendados, os visitantes precisam usar os outros sentidos para perceber a beleza do jardim. Por fim, foi reaberto no mês passado o orquidário do Jardim Botânico, que estava há algum tempo em reforma. Não tive ainda a oportunidade de visitar, mas acho que orquídeas dispensam apresentações. Quem curte atividades diferentes, pode se programar para um passeio noturno pelo parque, a partir das 18h45, no próximo dia 26. As vagas são limitadas, portanto, se ficou interessado, ligue para o Centro de Visitantes: 3874-1808.

20130601_133827

Dentro do Jardim Botânico funciona o Espaço Tom Jobim, que está se consolidando na cena cultural, com a exibição de peças teatrais renomadas. Também dentro do parque funciona uma filial do restaurante La Bicyclette, especializado em pães artesanais. Instalado em um antigo casarão, o restaurante tem uma decoração encantadora e cuidadosa que já vale a visita.

20130601_135110

Fora do Jardim Botânico, as opções são bastante charmosas. Subindo a rua Pacheco Leão, que ladeia o parque, não faltam bons restaurantes para conhecer no Horto. Com conhecimento de causa, indico o Borogodó, que serve uma carne de tirar o fôlego. Sugestão: se você come pouco e for acompanhado por outra pessoa que também não é muito boa de garfo, um prato comum pode satisfazer os dois. Mas, se estiver com fome, pode comer um inteiro sozinho mesmo que, pelo sabor, vale a pena!

De volta à rua Jardim Botânico, mais próximo do Humaitá do que da Gávea, fica o Parque Lage, que rende, sozinho, um post inteiro. Com belas construções, como o palacete da Escola de Artes Visuais, o parque é conhecido por ser ponto de partida de trilhas que levam até o Corcovado e pelos cafés da manhã que reúnem centenas de pessoas nos fins de semana. Lá dentro há uma filial do restaurante D.R.I., um dos meus favoritos, hoje, no Rio, pela comida e pela pegada rústica da decoração. O Parque Lage tem entrada gratuita, portanto, a falta de grana não pode ser desculpa para não pelo menos essa atração do bairro. Piqueniques são liberados!

Viviane da Costa

You Might Also Like