Só pelo que são

Em tempos de redes sociais fala-se muito sobre amor. Ou melhor, mostra-se muito o amor. Todo mundo vive o amor maior do mundo e expõe isso para quem quiser ver. Exposição que dura duas semanas e meia e olhe lá! São amores perenes, com aparência tão superficial que não comovem, só servem para afundar ainda mais a autoestima do coitado (ou coitada) que ficou em casa sem ter o que fazer no sábado à noite. Mas isso não significa que o amor não existe. Ele continua aí, galera! Só está escondido, esperando que as pessoas recobrem a consciência e o vivam de verdade.

Eu, felizmente, sei de um lugar onde há amor de sobra para alegrar minha vida. É o tipo de amor que supera a falta de humor ao acordar, a falta de paciência para esperar e a falta de disposição para agradar. É o tipo de amor que te chama pelo apelido que você mais odeia e não incomoda, que sabe qual é aquele segredinho que te acalma em dois minutos e que só de olhar entende que o bicho tá pegando. Eu recebo esse amor diariamente do meu irmão, da minha mãe  e do meu pai e serei eternamente grata e apaixonada por isso. É verdade que nem sempre eu consigo retribuir à altura, mas a sensação de que sem eles tudo seria mais sem graça está sempre no horizonte, à espreita. Por isso eu cuido, para que eles possam lembrar de mim de uma forma da qual eu me orgulhe. Por eles eu tenho vontade de ser uma pessoa melhor!

*Esse post foi inspirado por um texto da Adriana Falcão, que você pode ler aqui. Esse é um dos relatos mais emocionantes que eu já li na vida.

Viviane da Costa

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