Destino: cidade dos ventos

Julia e Craig se conheceram pela internet em 2007. Identificaram afinidades, se encontraram algumas vezes, compartilharam amigos e engataram um romance com prazo de validade. De passagem pelos Estados Unidos, Julia tinha dia para voltar ao Brasil. Tinha. O namoro virou casamento, ela adotou o sobrenome Wehr e desde então mora em Chicago com o marido.

O parágrafo acima poderia ser o argumento de uma comédia romântica bem açucarada, com final feliz e tudo mais, mas é, na verdade, a garantia de que a Julia tem experiência de sobra para nos acompanhar por um passeio pela cidade que abrigou um dos mafiosos mais conhecidos de todos os tempos: Al Capone. Julia estuda Design Gráfico e garante que Chicago é um lugar com mil e uma possibilidades: compras, prática de esportes, programas culturais, curtição a dois ou com amigos.

Em quantos dias você acha que um turista consegue conhecer bem a cidade? Por quê? Depende do pique do turista e do ritmo que você planeja usar pra explorar a cidade. Se a pessoa tiver bastante pique e resolver sair pra conhecer a cidade de manhã e só voltar à noite, ela consegue ver bastante coisa em um dia só, já que todas as atrações turísticas ficam no Centro. De manhã ela poderia ir ao Art Institute of Chicago, depois ao John Hancock Observatory ou à Willis Tower e, de quebra, já andar pela Michigan Avenue e ver vários arranha-céus. À noite daria para jantar em algum restaurante interessante.

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O que não pode faltar em um roteiro de viagem para o dia em Chicago? Uma olhada no Cloud Gate, ou ‘The Bean’, como a escultura é conhecida mais popularmente, e no Navy Pier. O Navy Pier é O ponto para os turistas, e tirar uma foto perto do ‘The Bean’ é o que você precisa para provar que esteve em Chicago. Haha. E pra experimentar uma pizza no estilo típico de Chicago, fazer um pit-stop no Lou Malnati’s ou Giordanos também é necessario.

E à noite? Andar pelo Lake Michigan ou até mesmo pelo Navy Pier, no comecinho da noite, quando os prédios já estão todos iluminados vale muito a pena porque a vista é linda. Ir a algum barzinho em Wicker Park, experimentar uma cerveja de alguma cervejaria local e depois partir pra alguma festinha pela área também pode ser uma boa. Também dá para ir em algum restaurante que sirva comida de outros países ou que tenha um terraço para ver a cidade iluminada.

Você diria que Chicago é bom para… Eu estou longe de ser consumista e não me importo muito com marcas, mas a cidade é ótima pra compras, com certeza. Roupas, sapatos, produtos de beleza, itens eletrônicos… Vem que tem, minha gente! Se você deixar, a Magnificent Mile está aqui pra te falir. Haha. Também há bastante opções de passeios culturais: Art Institute of Chicago, The Oriental Institute of the University of Chicago, American Museum of Natural History, Museum of Science and Industry, Adler Planetarium, Shedd Aquarium e Lincoln Park Zoo. Opções pra curtir com os amigos ou a dois também não faltam. The Loop, em Downtown, Wicker Park, Wriggleyville, e Boystown (para a galera LGBT) são algumas das áreas frequentadas não só pra aproveitar o dia, mas também pra badalar à noite. A boa notícia é que o preço de entrada pras festas, SE houver um, geralmente é baixíssimo!

US Cellular Field, durante o Star Wars Day, dia de jogo com o tema de Guerra nas Estrelas | Foto: Craig Wehr

Continuação… No verão, também há vários festivais de rua com shows, barracas de comida e estandes de venda, como: Wicker Park Fest, Bacon Fest, Taste of Chicago. Sem esquecer os festivais de música: Lollapalooza, Pitchfork Music Festival, North Coast Music Festival. E se você se interessar por comédia ou shows burlescos, há vários lugares aqui onde você pode ver stand-up comedy, e burlesque shows. Essas duas cenas são representativas aqui. Quando se trata de opções pra prática de esportes, você pode ir jogar vôlei na North Avenue Beach, jogar basquete, beisebol ou andar de bicicleta nos parques públicos. Ir assitir à  um jogo de roller-derby ou beisebol, se você for nos dias certos pra não ter que pagar muito caro, também é uma possibilidade, assim como ir assitir a um jogo de basquete, futebol, hóckey ou futebol americano. Ingressos pra esses esportes são mais caros.

O que você achou da cidade assim que chegou? Eu cheguei aqui durante o verão e lembro que não entendia o porquê de as pessoas estarem tão entusiasmadas com a estação, até porque, cá entre nós, cariocas, quase todo dia é verão no Rio de Janeiro. É interessante o fato de que os subúrbios em Chicago são o oposto dos do Rio. O estereótipo de Chicago é de que pessoas que moram no subúrbio geralmente têm uma renda alta ou querem segurança e distância dos ‘perigos’ urbanos. Eu via – e ainda vejo – os subúrbios daqui como a Barra da Tijuca:  você precisa de um carro pra tudo, não existe ‘vou ali na esquina comprar um picolé’.

O que acha hoje? Depois que eu casei, fui morar com o meu marido fora do subúrbio. Moramos mais ou menos perto do Centro da cidade, em uma área urbana, mais parecida com a área em que eu morava no Rio, e muito mais a minha cara do que um subúrbio americano. A cidade é bem limpa, os ônibus são acessíveis pra deficientes físicos, idosos, e até pessoas com carrinhos de bebê ou bicicletas, há vários parques e bibliotecas públicas em cada bairro, se você quiser sair, sempre há alguma coisa pra fazer… Não é tudo um mar de rosas, claro. Como em qualquer lugar, violência, corrupção política e pobreza também são um problema aqui, mas, no final das contas, eu gosto bastante da cidade. O Rio sempre terá um lugar especial no meu coração, e sempre será a minha cidade, mas Chicago já está virando minha segunda casa.

Perfil da Marilyn | Foto: Craig Wehr

Se você pudesse dar uma dica de algo excêntrico para fazer em Chicago, o que seria? Se você é fã de Metal, gosta de hambúrgueres gigantes e saborosos ou é fã da ideia de ver seus garçons e garçonetes cheios de tatuagens, ir ao Kuma’s Corner é algo obrigatório! O lugar em si é bem pequeno. Dependendo do dia, horário e número de pessoas que forem com você, esteja preparado para esperas de 2 horas para conseguir uma mesa. Mas não priemos cânico! Depois da primeira mordida, você se liga que toda a espera valeu a pena. Cada hambúrguer custa uns US$ 10 e é nomeado em homenagem a uma banda de metal. Minhas duas dicas antes de você dar uma passada lá são: vá com fome porque o hambúrguer é GRANDE, e não planeje nada que exija muita energia depois porque você vai se sentir tão cheio que a gente até brinca aqui que você entra em um ‘Kuma’s coma’. Outro lugar pequeno, mas bem popularzinho é o Hot Doug’s. Geralmente você tem que esperar em uma fila meio longa do lado de fora. As atrações são os hambúrgueres e, principalmente, os cachorros-quentes. Você pode escolher entre salsichas e hambúrgueres feitos de carne de vários animais, como ovelha, veado, antílope, pato etc. Também é possível que suas batatas sejam fritas em gordura de pato. A comida é bem barata e se você tiver um paladar aventureiro, vale a pena conferir o lugar.

O que pode ser uma roubada para o turista? Usar o transporte público sem ter todas as informações e direções necessárias e fazer compras em lojas que ficam em bairros caros. Usar transporte público é fácil, mas você precisa saber que ônibus ou trem deve pegar. No site do Chicago Public Transportation é posível colocar seu endereço como ponto de partida e o endereço do lugar pra onde você quer ir como ponto final. Eles te dão opções de rotas para chegar ao seu destino e todas as informações necessárias sobre preços de passagens, horários das rotas e nome das paradas. Sobre as lojas, é melho

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