Barzinho: O resto não vale um níquel!

Desde que passou por uma revitalização há alguns anos, a Lapa, no Rio, não recebia um empreendimento tão ousado quanto o Barzinho. O lugar une gastronomia refinada – com cara de simples – e música para todos os gostos – ou quase todos – em um prédio antigo com ares de moderninho graças à decoração do cenógrafo Sergio Marimba e do coletivo Contrate-me Leão. Localizado na Rua do Lavradio, 170, o bar dançante de Fabio Battistella e Rodrigo Penna está em atividade há menos de um mês, mas já tem público cativo. Fãs dos Meza, Doiz e Oztel, de Battistella, e da festa Bailinho, de Penna, batem ponto e formam fila no local.

Muitas cores na decoração renovam o casarão antigo que abriga o Barzinho

Cardápio, seleção musical e até os banheiros foram feitos para se destacarem do que existe hoje na região. ‘A Lapa é cheia de lugares como o Bar Brasil e o Nova Capela, que são clássicos. A gente quis trazer uma coisa legal, diferente do que as pessoas estão acostumadas. Mas a ideia não é ser um bar da Zona Sul na Lapa. A gente veio para a Lapa viver a Lapa’, explica o chef Fabio Battistella, criador dos drinks e comidas do Barzinho.

As criações de Fabio, além de deliciosas, têm nomes engraçadinhos e sugestivos. A caipirinha ‘Alívio’, por exemplo, cai bem em uma sexta-feira depois do trabalho. Cachaça, tangerina, maracujá e cointreau são leves o suficiente para tirar o peso da ralação das costas. ‘Gemido’, ‘Conchinha’ e ‘Mais pertinho’ também podem ser boas opções. Entre as comidas, provei e recomendo as fritas do Barzinho, cobertas com quatro queijos, o escondidinho de carne assada com cebola caramelizada e batata barôa, e o purê de banana com carne seca e cebola empanada. Os pratos vêm em porções pequenas, mas suficientes para satisfazer qualquer cliente. Tem até arroz de puta rica, que ficou para a próxima.

Do alto para baixo: Martinho, drink à base de tequila (Maravilha!) | Fritas Barzinho | Embalagem dos talheres | Petit Gateau de doce de leite com sorvete de limão | Cardápio. No centro: Purê de banana com carne seca e cebola empanada.

Às sextas e sábados, depois da meia-noite, as mesas do andar de baixo saem e dão lugar a uma pista de dança animada pelo DJ Rodrigo Penna. Os belíssimos e coloridos lustres que iluminam o salão descem e ficam mais perto do público. Um altar montado com ícones infantis vigiam os bailantes. ‘A ideia é ter um repertório que agrade não necessariamente a gregos e troianos, mas, pelo menos, brinque disso, tocando de tudo, não só indie, anos 90 ou anos 2000. É poder ouvir Frank Sinatra, algo nacional, samba de raiz, hip-hop. A ideia é ser um grande apanhado de todas as épocas e de todas as impressões que as pessoas têm no coração’, conta Penna.

E por falar em coração, o Barzinho também é amor. Nas paredes cobertas de colagem dos banheiros. Todas aquelas frases que amamos e que amamos odiar estão lá. Prepare-se para perder um tempo lendo e fotografando as melhores sacadas para atualizar o Instagram e instigar os amigos!

As paredes (dos banheiros!) e todas as suas frases são imperdíveis

Antes de ir embora: não perca o petit gateau de doce de leite com sorvete de limão. É indescritível!

Comer, beber e amar… O resto não vale um níquel!, Lord Byron.

Viviane da Costa

3 comentários sobre “Barzinho: O resto não vale um níquel!

  1. Pingback: Melhor do Rio: Lapa | um fôlego

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