Rapidinho: O cego estrangeiro

Feche os olhos e perceba os sons ao seu redor. Os sons e os cheiros. Reconheça o timbre da sua mãe falando alto no cômodo ao lado e o perfume forte do seu irmão que está se arrumando para sair. Depois tente fazer isso no meio de uma praça pública, com a qual você não está familiarizado. A experiência pode ser parecida com a de ler um livro, atividade que estimula nossa imaginação e nos faz criar ambientes aos quais só nós temos acesso. A experiência pode ser parecida também com a proposta do curta indicado hoje pelo Um fôlego. ‘O cego estrangeiro’, de Marcius Barbieri, foi lançado em 2000 e mesmo 12 anos depois continua valendo muito clique no play. A obra não tem imagens, apenas legendas e uma história encantadora, contada em um idioma que, embora pareça muito familiar, não existe. Revelar mais alguma coisa seria inútil. Ao final do filme você entende que cada espectador tem uma história diferente para contar de ‘O cego estrangeiro’. Todas corretas, todas criadas pela mente do leitor.

O curta participou de mais de 20 festivais nacionais e internacionais e conquistou, pelo menos, seis prêmios.

Uma dica: colocar o vídeo em tela cheia e escolher um local mais escuro e silencioso para assistir ao filme pode deixá-lo ainda mais interessante.

Viviane da Costa

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