Melhor do Rio: Urca

Parte nobre da Zona Sul carioca e recanto do cantor Roberto Carlos, a Urca abriga uma das atrações turísticas mais conhecidas do Rio de Janeiro, o Pão de Açúcar, que tem mais de 100 anos. Em comum com seu ilustre morador, diria que o bairro tem a popularidade e a discrição. O bondinho responde pela primeira característica; todo o resto, pela segunda. Escondida em uma ponta do Rio, a Urca não tem muitas portas de entrada e saída. Mas também não precisa. O acesso, de certa forma, limitado pelas ruas estreitas – e muitas vezes de paralelepípedos – é importante para preservar os encantos do bairro, que, de longe, parece pequeno como o nome, mas tem mais a oferecer do que você pode imaginar. Há tanto o que explorar que nós dividimos a Urca em duas partes, pelo menos. A primeira você confere hoje. A próxima, em um futuro não tão distante.

A principal via de acesso ao bairro, de carro, ônibus ou táxi, é a Avenida Pasteur, que começa – ou termina, dependendo do ponto de vista – em Botafogo. Seguindo reto por ela, você já pode observar, do lado direto, prédios de algumas importantes instituições, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Instituo Benjamin Constant, referência no tratamento oftalmológico. Ambos são muito bonitos. No final da Pasteur está a Praça General Tibúrcio, onde fica a entrada do bondinho do Pão de Açúcar.

Antes de correr para as alturas, vale dar uma volta pela praça e conhecer os institutos militares que ficam ao redor dela e o Monumento aos heróis de Laguna e Dourados, composto por uma escultura e uma belíssima piscina. Uma curiosidade: embaixo do monumento há uma cripta subterrânea que guarda as cinzas dos heróis homenageados. Não é possível vê-la, apenas acreditamos no que está escrito na placa. Fotografe a área. Os resultados serão muito interessantes.

Depois do reconhecimento da região, você já pode desembolsar R$ 62 – ou R$ 31 se você tem até 21 anos – para fazer o passeio do bondinho, que parte da Praia Vermelha para uma parada no Morro da Urca e, na sequência, no Morro do Pão de Açúcar. O preço é salgado, mas a viagem de cerca de três minutos em cada trecho vale a pena: pela experiência de ficar pendurado por cabos, e pela bela vista que tem quem está lá em cima. Se você tiver flexibilidade de horário, recomendo um passeio do meio para o final da tarde. Assim, é possível ver o pôr do sol lá de cima, admirando a Enseada de Botafogo. Durante o passeio, você vê ainda a orla da Zona Sul, do Leme ao Leblon, o Corcovado, com o Cristo Redentor, a Pedra da Gávea e até a Ponte Rio-Niterói. Há locais para comer nos morros. A bilheteria abre às 8h e fecha às 19h50. A primeira viagem sai da Praia Vermelha às 8h10, a última, às 20h.

Se o bondinho balança? Sim, mas só um pouquinho, e na chegada às estações, quando não dá nem pra ter medo mais.

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Antes ou depois do passeio de bondinho, aproveite para conhecer a Praia Vermelha, que fica logo depois da Praça General Tibúrcio. A praia é bem pequena e calma. É ótima para um mergulho, principalmente, para quem não gosta muito de ondas. Também é possível – e muito indicado – relaxar e sentir a brisa do mar sentado em um dos bancos de concreto que fica de frente para a praia e comer alguma gostosura nas barraquinhas de comida que estão sempre por ali.

A Praia Vermelha dá acesso à pista Claudio Coutinho, que beira o Morro da Urca. Com menos de 1,5 quilômetro de extensão, a pista é plana e não tem obstáculos, ótima para caminhadas e corridas. No local, não é permitido o uso de bicicletas. Antes da metade da pista, há uma entrada para a trilha do Morro da Urca. Nunca fiz, mas relatos garantem que o nível de dificuldade é baixo e que em menos de uma hora de subida sem pressa é possível chegar ao mirante que fica próximo à estação do bondinho. Reza a lenda que, à noite, funcionários do bondinho têm permissão para liberar a descida gratuita de quem subiu o morro à pé. Não conseguimos confirmar essa informação, portanto, por via das dúvidas, leve dinheiro.  

 

Bônus: durante todo o ano há eventos no Morro da Urca, à noite, como shows e festas. Nenhum deles é fixo, mas, quando acontecem, são sucesso de público. Para fevereiro, por enquanto, não há nada programado.

Viviane da Costa

4 comentários sobre “Melhor do Rio: Urca

  1. Adoro a Urca! A Praia Vermelha estava liberada para banho e é uma delícia porque praticamente não tem ondas, fui no final do ano passado e estou inteira. A Praia da Urca é que está imprópria. Aguardo os barzinhos e vida cultural no próximo post! :)

    • Sim, a Urca é demais! Sim, o próximo post é sobre a “parte baixa” da Urca! :) E, sim, já vou atualizar a informação da Praia Vermelha (sinto que alguém não sabe nadar muito bem, já que destacou o fato de não ter ondas. Tsc tsc tsc). Beeijo e obrigada pela visita, Erika.

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