Melhor do Rio: Jardim Botânico

No Rio de Janeiro, Jardim Botânico é sinônimo de parque, de rua e de bairro. Hoje, vamos falar sobre os três. O parque, inaugurado em 1808, ano da chegada da família real portuguesa ao Brasil, deu nome à rua e ao bairro. Localizado a um túnel Rebouças de distância da Zona Norte, o bairro fica na Zona Sul da cidade e liga, pela rua Jardim Botânico, o Humaitá à Gávea. É bem fácil chegar ao Jardim Botânico. Na dúvida, olhe para o alto e siga as palmeiras-imperiais.

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Palmeiras-imperiais. Foto: Viviane da Costa

O Jardim Botânico foi criado por Dom João VI para aclimatar as especiarias da Índia. Atualmente, a parte preservada de Mata Atlântica que faz parte do parque ajuda a aliviar a temperatura no bairro, o que, em tempos de termômetros marcando 50 graus, vale uns cinco pontos positivos. Aberto de terça a domingo, das 8h às 17h, e às segundas, a partir de meio-dia, o Jardim Botânico tem estacionamento próprio. A entrada custa R$ 6. Crianças de até 7 anos e adultos maiores de 60 não pagam. Informações básicas anotadas, vamos ao que interessa.

‘Perde-se também é caminho’. A frase da escritora Clarice Lispector é perfeita para um passeio no Jardim Botânico. O parque é enorme, pode-se caminhar por horas dentro dele e não conhecer tudo. Recomendo que um visitante de primeira viagem comece sem começo, sem direção, em um reconhecimento livre do lugar. Se esse é o seu caso, ande sem roteiro e encante-se pelas espécie vegetais e animais que compõe o local, descubra cantinhos escondidos, sem muitas pessoas, ache sem querer estruturas que sempre aparecem em fotos do parque. Assim, certamente, você vai encontrar as principais atrações do Jardim Botânico, mas, para garantir, vale guardar umas dicas.

Caminhar pelo corredor de palmeiras-imperiais, aquelas das quais falei no primeiro parágrafo, é obrigatório, pela beleza e pelo valor histórico. Além delas, há o Jardim Sensorial, que propõe uma forma diferente de conhecer as plantas. Com os olhos vendados, os visitantes precisam usar os outros sentidos para perceber a beleza do jardim. Por fim, foi reaberto no mês passado o orquidário do Jardim Botânico, que estava há algum tempo em reforma. Não tive ainda a oportunidade de visitar, mas acho que orquídeas dispensam apresentações. Quem curte atividades diferentes, pode se programar para um passeio noturno pelo parque, a partir das 18h45, no próximo dia 26. As vagas são limitadas, portanto, se ficou interessado, ligue para o Centro de Visitantes: 3874-1808.

Dentro do Jardim Botânico funciona o Espaço Tom Jobim, que está se consolidando na cena cultural, com a exibição de peças teatrais renomadas. Até o dia 30 de março, estão em cartaz ‘O Duelo’ e ‘Visitando Camille Claudel’. O primeiro espetáculo é uma adaptação do romance de mesmo nome de Anton Tcheckov e tem entrada a partir de R$ 30. O segundo, um monólogo que conta a história da artista plástica Camille Claudel, tem ingresso a R$ 40. Também dentro do parque funciona uma filial do restaurante La Bicyclette, especializado em pães artesanais. Instalado em um antigo casarão, o restaurante tem uma decoração encantadora e cuidadosa que já vale a visita. 

Fora do Jardim Botânico, as opções são bastante charmosas. Subindo a rua Pacheco Leão, que ladeia o parque, não faltam bons restaurantes para conhecer no Horto. Com conhecimento de causa, indico o Paxeco Bar, que tem vista privilegiada para o Cristo Redentor e um cardápio apetitoso de petiscos. Como o salão fica a céu aberto, vá em um dia sem chuva. Outra boa pedida é o Borogodó que serve uma carne de tirar o fôlego. Sugestão: se você come pouco e for acompanhado por outra pessoa que também não é muito boa de garfo, um prato comum pode satisfazer os dois. Mas, se estiver com fome, pode comer um inteiro sozinho mesmo que, pelo sabor, vale a pena!

De volta à rua Jardim Botânico, mais próximo do Humaitá do que da Gávea, fica o Parque Lage, que rende, sozinho, um post inteiro. Com belas construções, como o palacete da Escola de Artes Visuais, o parque é conhecido por ser ponto de partida de trilhas que levam até o Corcovado e pelos cafés da manhã que reúnem centenas de pessoas nos fins de semana. Lá dentro há uma filial do restaurante D.R.I., um dos meus favoritos, hoje, no Rio, pela comida e pela pegada rústica da decoração. O Parque Lage tem entrada gratuita, portanto, a falta de grana não pode ser desculpa para não pelo menos essa atração do bairro. Piqueniques são liberados!

Viviane da Costa

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