Melhor do Rio: Leblon

Sempre deixamos a desejar quando falamos sobre coisas que amamos. Amar tem a ver com experiências vividas e isso não pode ser colocado em palavras. Ainda assim, hoje vou escrever sobre meu lugar favorito no Rio, o que mais amo: qualquer ponto da orla – do Arpoador ao Leblon – que dê para ver o Morro Dois Irmãos, na Zona Sul. De preferência, no fim do dia. Carioca que sou – de coração -, é ali entre o posto 10 e o 11 que me sinto mais parte da cidade. A praia tem grande contribuição, é claro, mas há mais mistérios coisas a fazer no Leblon do que supõe a nossa vã filosofia aplaudir o pôr do sol.

De janeiro do ano passado a janeiro desse ano, eu tirei mais de 70 fotos do Dois Irmãos. Setenta são as que conseguiram chegar ao arquivo de fotos do HD. O total, não faço ideia de qual seja. Pode parecer exagero, mas não é. Posso apostar com qualquer pessoa que, olhar em direção ao Morro é ter a certeza de perceber um detalhe diferente, que ainda não foi visto. E cada novo ângulo vai valer a pena.

A praia do Leblon costuma ficar lotada, em dias de sol forte, perto das 11 da manhã. Antes disso, é possível chegar e se acomodar com tudo o que tiver direito, a uma distância agradável do mar. Há inúmeras barracas na areia que oferecem desde os serviços e produtos mais básicos, como aluguel de cadeira de praia, aos mais elaborados, como a caipirinha do Lê, que leva dois tipos de limão, gengibre ralado e maracujá. Essa iguaria você encontra no Paraíso do Leblon. Só pelo nome, já vale a visita. O atendimento segue a linha da maioria dos barraqueiros: simpático e prestativo. A localização, além da caipirinha, se você é fã, é o grande lance. A barraca fica na direção da Rua General Artigas, quase no meio do bairro, ideal para dar uma volta de reconhecimento antes e depois de passar o dia tostando no sol.

Por falar em antes, nós recomendamos chegar à praia de estômago forrado. Sim, sabemos que você provavelmente vai comer um pacote de biscoito Globo, tomar mate de galão, experimentar o sucolé do Claudinho ou ainda se aventurar nos camarões no palito, mas isso tudo não conta. Já dizia vovó: ‘Saco vazio não para em pé’, por isso, é melhor garantir a alimentação, afinal, sol e sal desidratam. O Cafeína, na esquina da Avenida Ataulfo de Paiva com a Rua Rita Ludolf tem opções reforçadas de café da manhã. Você pode pedir sanduíches individuais ou os combos, que vêm com frios, geleias, manteiga e bebidas quentes e frias. O melhor: o restaurante aceita vale alimentação! ;-)

Na praia, não faltam opções do que fazer. Se você é do tipo que curte curtir o ócio, abra o guarda-sol, capriche no protetor solar e durma. Para mim, praia sem sono não existe. Os mais animados podem pegar umas dicas de músicas com o Um fôlego aqui e, nesse outro post, sugestões de livros para serem lidos na praia. Os ainda mais inquietos têm uma boa opção para gastar energia: a trilha de um quilômetro e meio que leva ao topo do Morro Dois Irmãos. A subida é pelo Vidigal e o caminho não tem segredos, é tudo muito bem sinalizado. Como o percurso é rápido, dá para aproveitar a praia e depois subir para ver o pôr do sol lá de cima. Na descida, o mirante do Leblon é a parada certa. Não é possível ver o Morro Dois Irmãos dali, mas nem precisa. A praia à frente e as ondas batendo nas pedras são a combinação perfeita para relaxar.

Você também pode fazer a trilha pela manhã, aproveitar a praia durante o dia, fazer um lanche reforçado no Bibi Sucos, na esquina da Ataulfo de Paiva com a Cupertino Durão, e admirar o pôr do sol sentado no calçadão do Arpoador. A distância do Leblon à pedra do Arpoador é de 3,5 quilômetros. Indo a pé, leva-se, aproximadamente, meia hora. De carro, uns sete minutos ou menos, se não tiver trânsito. Muitas pessoas gostam de sentar-se diretamente nas pedras e esperar para aplaudir o sol enquanto ele se despede. O aplauso é uma tradição. Eu, diante da falta de conservação e da insegurança das pedras, prefiro o calçadão, de onde, aliás, dá para ver o pôr do sol, ouvindo artistas de rua que ficam entre o posto 8 e o posto 7.

A vida gastronômica do Leblon é movimentada. O bairro tem muitos restaurantes e bares, que ficam lotados, principalmente, nos fins de semana. Na categoria, ‘diferente’, eu indico a bruschetteria Prima, na Rua Rainha Guilhermina, que serve bruschettas de todos os sabores e drinks leves e deliciosos. Na mesma rua, na esquina com a Ataulfo de Paiva, fica a pizzaria Vezpa, que é pequena e tem um ambiente mais informal. A tradicionalíssima pizzaria Guanabara fica bem perto e merece ao menos uma visita sua, em qualquer momento da vida. Para quem prefere algo tradicional, como petiscos e cerveja, por exemplo, o Diagonal, na Aristídes Espínola, é uma boa pedida, assim como o Itahy, na Ataulfo de Paiva.

Agora é só cruzar os dedos para que o sol volte logo porque nós sabemos que mesmo no outono ele não nos abandona!

Viviane da Costa

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