Um roteiro por bares do ‘Comida di Buteco’

Bar, boteco, buteco, botequim, birosca, pé-sujo… O Brasil tem um dos mais vastos vocabulários para nomear esses redutos capazes de reunir bebida gelada, petisco barato e um clima simples e ideal para jogar conversa fora com os amigos. E se a lista de nomes carinhosos para os barzinhos é grande, a de estabelecimentos é maior ainda. Só em Belo Horizonte, a “capital nacional do boteco”, são mais de 12 mil. É justo, portanto, que nascesse na cidade mineira o festival que se propõe a ser o maior concurso brasileiro de comida de raiz, o Comida di Buteco.

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O evento gastronômico está em sua edição n° 15 e a sétima com passagem aqui pelo Rio de Janeiro. Este ano, 31 botequins criaram um tira-gosto para participar da disputa pelo título de melhor boteco da cidade. Além da criatividade e do sabor da comida, cabe ao público avaliar também higiene, atendimento e temperatura da bebida servida no estabelecimento. Um júri especializado também dá notas, com o mesmo peso da que é dada pelos clientes. No último sábado, nós do Um fôlego, conhecemos três bares que estão na briga: Baixo Gago, Boteco Carioquinha e Bar do Omar.

O Baixo Gago fica em Laranjeiras, na Zona Sul. Não se engane com o espaço pequeno que dá para ver ao passar pela Rua Gago Coutinho. Uma grande porta de madeira esconde um ambiente aconchegante cheio de mesinhas para sentar e apreciar o petisco participante do Comida di Buteco, o Arrumadinho do Baixo Gago – carne de sol fatiada com feijão verde, farofa amarela e molho de ervas finas.

baixo gago

Petisco e entrada do Baixo Gago

Já o Boteco Carioquinha, na Rua Gomes Freire, na Lapa, é um daqueles espaços ótimos para quem gosta de conhecer cervejas diferentes. A casa, que tem o rock como trilha sonora, oferece mais de 120 marcas da bebida no cardápio. Com certeza, uma delas é pedida certa para acompanhar o petisco inusitado que o bar levou para o concurso. Agora é a vez da rosca é um prato que combina biscoito de polvilho com carne seca, queijo e um tempero especial.

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Aperitivo, entrada e algumas das cervejas do Boteco Carioquinha

Nosso percurso terminou no Bar do Omar. Uma birosca no Santo Cristo, no alto do Morro do Pinto, lugar estratégico para uma vista linda da Zona Portuária e da Ponte Rio-Niterói. O petisco servido por lá, das mãos do próprio Omar, que atende cada mesa com uma simpatia contagiante, tem nome sugestivo: Omaravilha, uma porção de picanha suína, linguiça de porco e queijo coalho acompanhada de pão de alho e um molho que, claro, é segredo da casa.

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Omar, dono do botequim, o petisco e a vista

Os três pratos – assim como os três botecos – são uma delícia. Os preços são amigos. Com R$ 50 dá para dividir o petisco e tomar uma bebida com mais uma pessoa. Como é um concurso, não vamos revelar nosso favorito. Mas fica a dica: vale muito conhecer! O Comida di Buteco vai até 11 de maio. Talvez não dê mais tempo para conhecer todos os botecos participantes do evento. Porém, vale salvar a lista completa, que está aqui, porque uma coisa é certa: a chance é ótima para descobrir aquele botequim maravilhoso, naquele cantinho inimaginável da cidade.

Júlia Faria

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