Faça com que a Bookstorming transforme boas ideias em livros

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Lançada há uma semana, a Bookstorming, primeira plataforma de financiamento coletivo de livros do Brasil, pretende tirar os leitores da zona de conforto e provocar o mercado editorial. O projeto se apresenta como um caminho diferente dos tradicionais, entre as grandes editoras e a autopublicação. A curadoria de conteúdo, que garante a qualidade dos livros produzidos, é mantida, sob a responsabilidade de três jovens: Breno, Raquel, Fabrício. (O Arthur, última peça da equipe, é o cara dos números.) O espaço para autores que normalmente não entram no radar mercadológico das editoras, mas agradam ao público, é um dos principais pilares. A Bookstorming abre espaço para os escritores brasileiros que enfrentam dificuldades para publicar seus livros, embora tenham leitores ávidos e reconhecimento crítico, e, principalmente, para você, consumidor. O leitor apaixonado se torna apoiador e participa de todas as etapas de criação do livro. Conheça um pouco mais sobre o projeto na entrevista abaixo, concedida pelo editor da Bookstorming Breno Barreto.

Ah, assim que terminar, compre seu livro aqui.

O que é a Bookstorming? Qual é o objetivo do projeto? A Bookstorming é um site de crowdfunding, ou financiamento coletivo, voltado exclusivamente para livros. Nossa ideia é criar uma nova experiência de compra de livros no Brasil, usando o poder de difusão da internet e o conceito revolucionário do crowdfunding, que está transformando a maneira de dar vida a projetos em todo o mundo, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos.

Quem são os responsáveis pelo projeto? Como vocês se conheceram? Somos quatro responsáveis pelo projeto: Eu, Breno Barreto, (editor assistente na Casa da Palavra), Raquel Maldonado (editora assistente na Leya), Fabrício Fuzimoto (assessor de imprensa) e Arthur Granado (engenheiro). Eu, Raquel e Fabrício ficamos amigos na Escola de Comunicação da UFRJ. Eles dois cursaram Produção Editorial, e eu cursei Jornalismo. O Arthur, que era amigo da Raquel, é o único que não é do mercado – ele é o responsável pela plataforma e por tudo que envolva números.

Como a história da Bookstorming começou? O projeto veio alguns anos depois de terminada a faculdade. Foi a Raquel quem primeiro pensou na ideia e depois convidou o resto de nós a implementá-la. Nós já éramos muito envolvidos com o mercado editorial (à exceção do Arthur) e sentíamos que esse era (e ainda é) um mercado muito engessado. É mais do que óbvio para todos que a internet está revolucionando todos os mercados, mas nossa impressão é que ela ainda não chegou com toda a força que pode ao mercado de livros do Brasil. Nós achamos que a experiência de compra do livro, para quem é apaixonado por eles, pode ser muito mais rica do que aquela disponível hoje. E, ao vermos o crowdfunding sendo usado com sucesso em outras áreas, pensamos: por que não usá-lo para fazer livros?

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Há quanto tempo a ideia está sendo desenvolvida? Nossa primeira conversa foi há cerca de nove meses. Desde então, estudamos bastante o mercado e o crowdfunding, e principalmente conversamos com leitores, autores e gente do mercado editorial. Nossa intenção era certificar-nos de que nosso anseio era compartilhado por outras pessoas – o que aconteceu e nos estimulou a levar a ideia adiante.

O livro ‘Desordem’, primeiro projeto de vocês, reúne trabalhos de sete autores. A ideia dessa antologia partiu da Bookstorming? Como foi a escolha dos escritores? A ideia da antologia partiu da Bookstorming. Para o primeiro projeto, queríamos autores que de alguma forma representassem o espírito inovador do financiamento coletivo. Não queríamos apenas reunir ‘novos autores’ ou ‘jovens autores’ – queríamos escritores cuja literatura representasse caminhos novos e autênticos, despreocupados com o que o mercado quer. Para isso, fomos atrás de autores que já passaram por prêmios, foram elogiados e publicados por pequenas editoras, mas que, talvez por não atenderem aos padrões, ainda não receberam a atenção que merecem. Nossa pergunta foi: quem são os autores sobre os quais quem lê fala muito bem, mas que ainda não chegaram de fato ao grande público?

O projeto é colaborativo. A captação de ideias de livros também é feita com a participação ativa dos leitores? Ou, por enquanto, a escolha dos livros que serão financiados é feita só por vocês? A escolha final dos livros é feita por nós. Mas isso é apenas porque precisamos de um filtro final, porque não queremos que a Bookstorming se transforme numa plataforma de autopublicação. Isso não significa, no entanto, que não vamos ouvir os leitores. Muito pelo contrário – queremos abrir o maior número possível de canais de contato com os leitores (site, e-mail, redes sociais…). A opinião deles é a que mais vai nos interessar na hora de elaborar os próximos projetos. A partir do que pessoas do mercado e, principalmente, os leitores nos disserem, vamos elaborar os projetos e apresentá-los no site e nas redes.

Como esse contato com vocês deve ser feito? Incentivamos os leitores a entrarem em contato com a gente a qualquer hora pelo e-mail olafalemais@bookstorming.com.br e a participarem das discussões que, ao longo das próximas semanas, vamos abrir nas nossas redes sociais e no nosso blog, que vai ser criado até o próximo domingo. Nossa intenção é que as redes da Bookstorming sejam não apenas um meio para falar dos nossos livros, mas para falar de livros e literatura de maneira geral. É a partir dessa conversa que vamos entender os projetos que os leitores querem ver no site.

Qual o tempo estimado por vocês para que o ‘Desordem’ chegue à casa de quem financiou? Assim que atingirmos o mínimo de apoiadores, o livro entra em produção. A partir daí, ele chega em até dois meses nas casas dos leitores. Durante esse tempo, trocamos ideias com todos os apoiadores sobre cada etapa do processo de edição. Mostramos o que estamos fazendo e pedimos a eles sugestões sobre cada etapa de edição.

Esse tempo é padronizado? O tempo vai sempre ficar em torno de dois meses a partir do início da produção. Mas, dependendo do livro (tamanho, complexidade do projeto gráfico e capa, número de autores etc.), pode variar um pouco.

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Por que vale a pena acreditar na Bookstorming e comprar uma cota no site? Porque, para quem gosta de livros, não basta ficar sentado esperando os lançamentos do mercado. O crowdfunding é uma ferramenta poderosa que permite ao leitor ser corresponsável pelos livros em que ele acredita e que, de outro modo, talvez nunca chegassem à sua estante. Criamos livros com o cuidado do leitor apaixonado, por um preço abaixo do mercado tradicional e com interação com os leitores desde o início do processo de edição. E ainda oferecemos vantagens para os apoiadores: aqueles que comprarem até o mínimo ser atingido vão receber brindes e outras vantagens exclusivas. Tanto o leitor quanto o mercado só têm a ganhar.

Viviane da Costa

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