Melhor do Rio: cinco motivos para conhecer Laranjeiras

Assim que nós começamos a falar mais sobre o Rio aqui no blog, a Marcela Capobianco, jornalista e nossa amiga, prometeu uma visita guiada pelo bairro de Laranjeiras, onde ela mora desde que tem um mês de idade. Eu, que mesmo sem conhecer muito, sou apaixonada pelo bairro e por suas ruas estreitas e bem arborizadas, adorei a ideia. Mas, sabe como é vida de carioca (mesmo que de coração): sempre diz que vai marcar e não marca. Assim, o passeio prometido há um tempão ainda não saiu, mas isso não é motivo para deixarmos o bairro de fora da nossa lista de indicações. Hoje, Marcela, nascida em Valença, mas moradora da General Glicério há 22 anos (e carioca de coração, como eu), conta o que Laranjeiras tem de melhor e lista cinco motivos para você não adiar a visita.

Feira da General Glicério. A feira da General Glicério, que acontece todo sábado de manhã, é muito charmosa. Quem visita pela primeira vez pode achar que é uma feira livre como outra qualquer, mas logo se encanta. Tem de tudo. Famílias reunidas para comprar verduras e legumes fresquinhos, senhorinhas pechinchando flores para enfeitar a casa, jovens curando ressaca à base do famoso pastel com caldo de cana do Bigode, crianças correndo e músicos tentando descolar uma graninha. Vira e mexe, rola uma roda de choro, de samba ou de forró na pracinha da rua, bem perto da feira, por volta das 11h. Foi lá, inclusive, que nasceu, em 2000, o grupo Choro na Feira, com músicos das bandas de Chico Buarque e Djavan. Como a pracinha passou a bombar, surgiu uma espécie de subfeirinha, com venda de artesanato, roupas, bijuterias e até instrumentos musicais. Ah! Também há uma tenda de caipirinhas e CDs que merece uma visita. É a barraca do Luizinho.

Maya Café. O Maya é meu xodó. Um café superfofo e aconchegante. As criações gastronômicas do casal Ricardo e Karina Linck são de babar. Eu recomendo para café da manhã, almoço e jantar. Os sanduíches são especiais – o Beneditto, com pastrami e molho ayoli, é pedida obrigatória. No cardápio, também tem saladas, bruschettas e sopas, além de sobremesas deliciosas, como petit gateau de goiabada e vários bolinhos. Para beber, as opção são variadas: de mate da casa e suco de lichia a vinhos internacionais e cervejas moderninhas. Eles também vendem os pãezinhos separados para você levar para casa e criar suas próprias receitas. Eu sempre passo lá e levo um croissant de nutella. O endereço é Rua Professor Ortiz Monteiro (a mesma rua da feira), número 15. Só não abre às segundas.

Praça São Salvador, durante o dia. À noite, o local fica lotado

Praça São Salvador, durante o dia. À noite, o local fica lotado

Praça São Salvador. Polêmicas à parte, eu amo a confusão e a barulheira das noites da Praça São Salvador. Em tempos de ‘isoporzinho‘, em que cada um consome a própria cerveja, a praça é o lugar ideal. Quase toda noite, jovens descoladinhos se encontram para papear, paquerar e beber. Quem não tem paciência para carregar o próprio isopor pode comprar long necks de Heineken ou Stella com os vários ambulantes que circulam pelo local. De vez em quando, tem barraquinha de pizza integral e sanduíche vegetariano. Sábado à noite e domingo de manhã costuma rolar roda de samba, mas o pessoal que frequenta a praça é imprevisível e, do nada, num dia de semana, pode surgir um cara com violão, outro com um pandeiro e pronto, tá formada a roda.

Rotisseria Sírio Libanesa. Simplesmente a melhor esfiha do mundo! É a tal esfiha do Largo do Machado, mas o pessoal lá de casa só chama de ‘Turco‘. Nem sei o motivo. Eu como na Rotisseria desde que estava na barriga da minha mãe, e se fico mais de uma semana sem dar uma passadinha lá já fico meio triste. As esfihas e os quibes estão sempre quentinhos, e o atendimento é rápido e prático. Você pode comprar ficha e comer no balcão ou então aguardar uma das poucas mesinhas do espaço. Eu recomendo pedir arroz com lentilha, kafta e meia porção de pasta de grão de bico, além, é claro, de uma esfiha de queijo e uma de carne. Vale a pena! A rotisseria ou ‘Turco’ fica na Galeria Condor, no Largo do Machado, bem em frente ao metrô, e só fecha aos domingos.

Parque Guinle. Pouca gente conhece o Parque Guinle, e essa é justamente a graça dele. Guardado por um portão enorme e duas estátuas de leões alados, na Rua Gago Coutinho, atrás do Mercadinho São José, o parque foi planejado por Lucio Costa e Burle Marx. Os prédios do entorno têm aquele estilo modernista supermarcante, cheio de curvas, pilotis e cobogós (aquele tijolo furadinho, bem brasileiro). O gramado é ótimo para um piquenique e também para brincar com crianças. Inclusive, o Parque Guinle tem uma área com brinquedos e equipamentos de ginástica. O lago com patinhos pode render belas fotos para o Instagram.

Bônus. Como disse um dia Clarice Lispector, ‘perder-se também é caminho’. Caminhar sem rumo por um lugar novo é a certeza de fazer descobertas inesperadas e quase sempre válidas. Se não for uma experiência agradável, que seja, ao menos, uma lição. Laranjeiras é um bairro cheio de graça, com suas lojinhas escondidas e um certo clima de cidade pequena. Por isso, recomendamos que você aproveite as dicas da Marcela e também reserve um tempo para uma doce surpresa que pode cruzar seu caminho.

Viviane da Costa

E aí, o que você achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s