Expira, inspira: seis dicas para ampliar seu horizonte

‘Quando seus olhos ficam levemente focados no horizonte por longos períodos de tempo, seu cérebro libera endorfinas. É a mesma coisa que acontece com um corredor quando ele se exercita. Hoje em dia, passamos a vida inteira olhando para telas a trinta centímetros de distância. É uma bela mudança.’

A frase acima foi retirada do livro que se tornou minha obsessão nos últimos tempos: ‘Cadê você, Bernadette?‘, de Maria Semple. (Compre já!) A história, divertida e curiosa, é um ótimo entretenimento e também um bom ponto de partida para refletirmos sobre nossa ‘relação’ com aparelhos eletrônicos – e todo o mundo virtual – atualmente. Confesso que tentei achar referências teóricas que confirmassem a citação do livro sobre olhos focados no horizonte, mas não encontrei. Parti, então, para um momento de reflexão individual sobre o significado dessa frase. Conclui que, mais do que se provar cientificamente verdadeira ou não, a essência da ideia é: explore o enorme horizonte que está diante dos seus olhos, além das pequenas telas que tomam conta da sua rotina.

Para te ajudar a se desconectar e buscar outras formas de diversão, eu pesquisei e fiz uma lista com seis atividades que podem ajudar a estimular a produção de endorfina, que, de forma bem genérica, podemos definir como um neurotransmissor produzido no cérebro. Os efeitos mais conhecidos da endorfina no corpo são a euforia, o prazer e o alívio da dor. Ou seja, a endorfina melhora a vida.

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Durma. Essa é fácil. Aprendemos em casa, desde pequenos, a importância do sono. Médicos recomendam, no mínimo, de sete a oito horas de descanso por noite para recarregar as energias e recuperar o corpo. Estudos de diversas instituições já identificaram a importância do sono para que o corpo processe e apreenda aquilo que foi vivido durante o dia. O aprendizado, por exemplo, pode ser otimizado com uma boa noite de sono.

Corra. Ou pratique qualquer atividade física que você ache interessante. Na verdade, o importante é, justamente, botar o corpo para se movimentar com algo que seja divertido para você. Xô, sofrimento! Assim como o descanso do sono é fundamental para não pifar, os exercícios são importantes para se manter ativo e com disposição. Um estudo divulgado em 2012 pela Universidade Penn State constatou que pessoas mais ativas fisicamente apresentaram mais sentimentos de excitação e entusiasmo do que as menos ativas.

Sorria. Em 2011, um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Oxford dividiu um grupo de pessoas em dois. O primeiro assistiu a vídeos de comédia durante 15 minutos. O segundo, a vídeos entediantes, pelo mesmo tempo. Em seguida, os estudiosos constataram que o primeiro grupo demonstrou maior capacidade de suportar a dor do que o segundo. Ou seja, o estudo sugere que dar boas risadas pode estimular a produção de substâncias químicas (olha a endorfina aí!) que agem naturalmente como analgésicos no corpo humano.

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Coma. Como mulher, digo com conhecimento de causa que chocolate é capaz de fazer milagres. Naqueles dias em que você está quase explodindo de irritação, um pedacinho do doce – ou uma barra inteira – pode ajudar a acalmar. Sobre o alimento existem os mais diferentes estudos, dos que defendem aos que condenam. Eu acredito que, com moderação, a aposta no chocolate é válida. Isso, para momentos extremos, é uma boa dica. Mas, para o cotidiano, manter uma alimentação equilibrada pode trazer resultados mais positivos e a longo prazo. Cada corpo tem uma caraterística própria, portanto, procure se conhecer.

Cante. No chuveiro, se você acha que não tem muito talento. No karaokê mais famoso da cidade, se você tem certeza de que vai ser um sucesso. Cantar diminui o estresse, aliviar a ansiedade e eleva o nível de endorfinas. Esses benefícios são cumulativos. Se você cantar em conjunto, melhor ainda, uma vez que a música se transforma em uma ferramenta de convivência social. No mais, lembre-se: ‘Quem canta seus males espanta.’

Ame. Ou faça sexo. Ou os dois. Esse é o tipo de recomendação que dispensa muitas explicações. Amor sexual, amor romântico, amor familiar, amor de todo tipo faz bem. Basta viver para saber.

Trilha sonora do post de hoje:

Todas as dicas do post de hoje foram retiradas de estudos divulgados em publicações científicas nacionais e internacionais e de materiais jornalísticos produzidos a partir de orientações médicas. Mesmo assim, nós reforçamos que equilíbrio é o mais importante. Sobrecarregar um lado da balança não adianta nada. Não vale a pena sacrificar uma área para beneficiar outra. E se você não sabe por onde começar, nossa principal dica é procure ajuda. Amigos, parentes, colegas de trabalho e especialistas estão aí para isso! Se você tem dado poucas risadas, marque e vá àquele encontro que nunca sai dos grupos de conversa do WhatsApp. Se você acha que sua alimentação precisa de atenção, procure um endocrinologista, um nutricionista ou um nutrólogo. Se o problema parece ser a falta de exercícios, um professor de Educação Física pode cuidar disso. O que Um fôlego deseja hoje mesmo é dar um empurrãozinho para que você cuide mais de você e da sua satisfação e menos da vida dos outros na redes sociais. ;-)

Viviane da Costa

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