Minhas aventuras na Colômbia – parte 1

Hoje eu acordei me lembrando da minha última viagem de férias e, para matar um pouquinho das saudades, resolvi fazer esse post que há meses eu prometo pra Vivi está aberto aqui nos rascunhos do WordPress. Em maio, viajei para a Colômbia – um destino cercado por caretas de surpresa e interrogação a cada vez que eu menciono. Fui para Bogotá e Cartagena, e super recomendo. Para explicar por que a terra de Gabriel Garcia Márquez pode render uma viagem positivamente inesquecível, vou dividir meu relato em três posts. Esse aqui, mais geral, e outros dois com dicas sobre as cidades que visitei.

A bandeira colombiana tem uma história extraoficial de morrer de amores. Dizem que o general Francisco de Miranda, apaixonado pela imperatriz russa Catarina, a Grande, escolheu as cores amarela, azul e vermelha para representar os cabelos loiros, os olhos azuis e os lábios da amada.

A bandeira colombiana tem uma história extraoficial de morrer de amores. Dizem que o general Francisco de Miranda, apaixonado pela imperatriz russa Catarina, a Grande, escolheu as cores amarela, azul e vermelha para representar os cabelos loiros, os olhos azuis e os lábios da amada.

Por que Colômbia? 

Um terremoto no Chile me levou para a Colômbia. Faltava um mês para as minhas férias quando um forte tremor sacudiu as terras chilenas e balançou meus planos. No intervalo de tempo entre o vai e o não vai, ainda teve um incêndio em Valparaíso. Como eu sou um pouquinho supersticiosa, achei melhor deixar o Chile para o futuro e retomar a ideia de conhecer o país de um dos meus escritores favoritos.

Decidir ir para a Colômbia significou encarar comentários do tipo: ‘Mas lá tem muita droga’, ‘E ainda tem as Farc’, ‘Você vai sozinha para um país tão sinistro’. Minha resposta era sempre: ‘Gente, eu vivo no Rio de Janeiro!’. Vamos combinar que quem mora por aqui dificilmente vai se deparar com grandes dificuldades para se virar em outras cidades da América do Sul. Por via das dúvidas, segui a regra número um do manual de todo viajante: pesquisar sobre o local para onde vai. Tirei dúvidas com um amigo colombiano que fiz em outra viagem e naveguei por blogs e sites de quem já foi para lá.

Minha experiência na Colômbia não foi muito diferente dos relatos que encontrei antes da viagem. Os colombianos são bem simpáticos e solícitos, e não estranhe caso alguém se disponha a caminhar com você para te ajudar a encontrar um lugar porque eles fazem isso numa boa. Tem muito policiamento nas ruas. Em Bogotá, via quase um policial por esquina. Claro que isso não quer dizer que se pode ficar desatento com cuidados básicos com bolsa, celular e máquina fotográfica, assim como na maioria das cidades grandes do mundo. Ainda na capital, um retrato dos problemas sociais do país pode dar uma certa sensação de insegurança: a grande quantidade de pedintes. Eles abordam as pessoas, mas não vi serem agressivos com ninguém. Já em Cartagena, há policiais em menor quantidade, mas eles estavam sempre presentes e eu me sentia tão segura que voltava andando de madrugada do bar para o hostel com os amigos que fiz por lá.

De verde, os policiais colombianos | O táxi amarelinho e baratinho | E a estátua de Gabriel Garcia Márquez

De verde, os policiais colombianos | O táxi amarelinho e baratinho | E a estátua de Gabriel Garcia Márquez

O que você precisa saber sobre a Colômbia

Viajar para a Colômbia é bem fácil. Para nós brasileiros, não é preciso passaporte, nem visto. Há exigência de ter tomado vacina contra a febre amarela. Porém, em nenhum momento pediram meu certificado de vacinação para embarcar. De qualquer forma, não custa nada se prevenir. A vacina pode ser tomada de graça e, dependendo do posto de saúde escolhido, você já sai de lá com o certificado internacional, que tem validade de 10 anos. Eu voei de Avianca, que é a companhia aérea colombiana, e foi ótimo. São quase 6 horas de vôo, tempo que eu usei para assistir dois filmes – tem TV nas poltronas -, ler e dormir. Chegando na Colômbia, o fuso horário é diferente do nosso. São duas horas a menos que o horário de Brasília.

O país é barato. R$ 1 vale cerca de 750 pesos colombianos – dependendo da cotação, dá para fazer a conversão de R$ 1 por 800 COPs. E aí você logo pensa: ‘Uau, serei um milionário na Colômbia’. Caaalma! A menor nota colombiana é de 1000 pesos e o preço das coisas está sempre na casa do milhar. Uma corrida de táxi, por exemplo, pode custar 15 mil pesos. Para facilitar a conversão, coloquei na minha cabeça que 1000 pesos colombianos eram o equivalente a um real. Assim, cortando os zeros da casa do mil, o táxi sairia por R$ 15. Não é exatamente isso. Fazendo a conversão certinha, dá um pouco mais, por volta de R$ 20. Parece que a gente vai perder dinheiro. Mas, aí entram em cena os baixos preços colombianos. Bebida, comida, táxi, é tudo barato comparado com os preços que a gente paga aqui, o que deixa a viagem bem tranquila em relação aos gastos.

A comida é uma delícia. Para quem conhece bem a minha facilidade com garfo e faca, essa afirmação pode não dizer muita coisa, rs. Mas juro mesmo que os pratos são gostosos – me arrisco a dizer, já preparada para receber críticas, que gostei mais da comida colombiana do que da argentina. Talvez seja porque eles colocam banana em quase tudo, misturam doce com salgado, tomam muita sopa, e eu adoro essas coisas. A sopa, aliás, é chamada de Ajiaco e é um prato típico da capital, porém, comum em todas as outras regiões do país.

Outros pratos típicos e que eu considero imperdíveis na culinária colombiana? Patacón, um massa frita feita com banana-da-terra verde, acompanhamento para praticamente tudo; Arroz com Coco, típico de Cartagena, é um arroz feito com leite de coco, que me dá água na boca só de lembrar; Bandeja Paisa, um prato com arroz, feijão vermelho, linguiça, carne moída, bife, ovo e banana fritos e abacate – sim, abacate, parece estranho, mas não acrescenta muito no sabor da comida e vale experimentar ao menos pela curiosidade. Outro ponto legal é que tem muita barraquinha de comida nas ruas. Eu acho que vale a pena se jogar sem medo e provar Arepa e Oblea. A arepa é uma espécie de panqueca feita com farinha de milho e recheada com queijo, presunto e ovos mexidos. Já a Oblea é um ‘sanduíche’ feito com dois biscoitos grandes, redondos e fininhos de waffle e recheado com doce de leite, geléia de frutas, queijo, leite condensado, ou tudo isso junto. Delícia!

Obleas | Barraquinha de comida de rua | Famosa cerveja colombiana

Obleas | Barraquinha de comida de rua | Famosa cerveja colombiana

No próximo post, conto o que achei de Bogotá, meu primeiro destino na Colômbia. Não percam!

Júlia Faria

3 comentários sobre “Minhas aventuras na Colômbia – parte 1

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