Melhor do Rio: Glória

A primeira coisa que veio à minha cabeça quando eu pensei em escrever sobre a Glória foi: ‘Caramba, os moradores de lá têm o maior quintal do Rio, o Aterro’. Mas minha constatação ‘brilhante’, embora verdadeira, logo caiu por terra, afinal, o Aterro pode até ser campeão em tamanho, mas ele já é do Flamengo. Conclui, então, que os moradores da Glória têm, na verdade, o mais charmoso quintal do Rio, a Praça Paris.

Como o nome denúncia, o projeto do arquiteto e urbanista Alfred Agache tem inspiração parisiense. Construída no início do século XX, a praça tem diversas amendoeiras e arbustos, estátuas de mármore, um chafariz e espaço de sobra para caminhadas e corridas. Passar por lá no início do dia é garantia de observar muitas pessoas se exercitando. Nos últimos anos, a praça tem sido também palco de exposições, como a mostra ‘Rio de Esculturas Monumentais’, que reuniu neste ano vinte obras de artistas brasileiros, algumas, com até 7,5 metros; e a ‘Máximo Silêncio em Paris’, que foi um sucesso de público em 2012, com suas bolas de luzes coloridas que hipnotizavam as pessoas.

Na hora do almoço, recomendo uma parada estratégica no restaurante Casa da Suíça, na rua Cândido Mendes, 157. Como não podia deixar de ser, a atração principal do cardápio é o founde. No entanto, a casa tem opções também das culinárias italiana, francesa, alemã e austríaca. Fundado em meados dos anos 50, o restaurante é comandado até hoje pelo austríaco Volkmar Wendlinger.

Pertinho dali – como tudo no bairro -, fica o Outeiro da Glória. Lá em cima, além da vista incrível da orla, você encontra a Igreja Nossa Senhora da Glória do Outeiro, pequenina e cheia de detalhes. Se você escolher subir até o Outeiro pela Ladeira da Glória, indicada para quem vai de carro, aproveite para observar a arquitetura das casas. Se você for pela escadaria ou pelo Plano Inclinado, cujas entradas ficam na rua do Russel, pode aproveitar para conhecer a Praça Luís de Camões, que tem um memorial a Getúlio Vargas no subsolo. Aos sábados pela manhã, sua visita ganha um bônus: uma feira de produtos orgânicos que movimenta a praça e deixa a rua lotada. Há frutas, verduras, legumes e outras gostosuras ideais para um café da manhã saboroso e saudável.

Outeiro da Gloria

Igreja Nossa Senhora da Glória do Outeiro. Foto: Halleypo / Wikimedia Commons

Lá no início, eu falei rapidamente sobre o Aterro. A verdade é que mesmo que, no nome, ele seja do Flamengo, na prática, ele é de todos que moram e vivem no Rio. Digo isso também porque uma parte dele tem o nome do bairro de hoje, a Marina da Glória. Na Marina, como é de se imaginar, serve de porto para pequenas embarcações, além de ‘oferecer’ uma das vistas mais linda de toda a cidade. O Pão de Açúcar observado dali em um pôr do sol é para se apaixonar. Da Marina, saem barcos que fazem passeios diários pela Baía de Guanabara e podem ir até as Ilhas Cagarras, na altura da praia de Ipanema. A maioria desses passeio é apenas contemplativo, ou seja, sem mergulho. Como nunca fiz, não conheço nenhuma empresa de confiança para indicar, mas a internet está aí para isso, né?

Na Marina fica ainda o Museu de Arte Moderna, sobre o qual eu já falei bastante nesse post aqui. Outra boa opção por ali é calçar um tênis bem confortável e caminhar pela região, muito arborizada, curtindo uma espécie de folga da vida urbana. Se você gosta de andar de bicicleta, essa também é uma excelente pedida.

Viviane da Costa

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