Pitaco: moda é para mudar e experimentar

Há alguns dias, Victoria Beckham foi eleita ícone fashion em uma pesquisa feita entre leitores da revista inglesa Hello! Fashion Monthly, deixando para trás Emma Watson, Kate Moss, Olivia Palermo e outras famosas. Não é novidade. A ex-Spice Girl e agora estilista é referência frequente na Inglaterra já há alguns anos quando o assunto é moda. Aliás, por falar na atual profissão de Victoria, ainda neste mês ela desfilou a coleção de sua grife na New York Fashion Week novamente e garantiu elogios dos críticos. Está definitivamente inserida no mundo fashion.

A Victoria de hoje, adepta de peças clássicas e tons sóbrios, porém, em nada lembra aquela outra do tempo em que quem viveu o auge das Spice Girls enlouquecia nos versos de Say you’ll be there e Wannabe – e aqui eu assumo que ainda dou uma pirada quando ouço o if you wanna be my lover da canção. Naquela época, meados dos anos 90, a então cantora tinha um guarda-roupas cheio de brilhos, transparências, pele à mostra, peças coloridas e modelos bem justos no corpo. Os tempos mudaram. A moda mudou. Por que esperar que Victoria ficasse parada no tempo fashion? Se você digitar pelo nome dela mais estilo no Google, vai se deparar com entradas recorrentes analisando a “evolução” da Sra. David Beckham.

A mudança de estilo é evidente, mas seria mesmo uma evolução? No dicionário, evoluir significa passar de um estado inferior para outro superior. Porém, por que a moda dos anos 90 era inferior à de hoje e o que garante que a atual é superior? Quem pode assegurar que, em alguns anos, quimono ou vestido combinado com tênis esportivo não serão lembrados como abominações da segunda década dos anos 2000?

Isso não quer dizer que a gente tem que achar lindo o modelito do passado hoje considerado extravagante. O importante é lembrar que são justamente peças que contam a história de um tempo que passou, um tempo em que tais combinações, fruto muitas vezes da vontade de ousar, faziam sentido, e que, além disso, todos nós mudamos. Porque crescemos, amadurecemos, ganhamos acesso a referências diferentes e desenvolvemos gostos novos. É um processo natural.

Tão natural quanto deveria ser sempre a nossa relação de experimentação e mudança na moda. Sinta-se livre para mudar, para experimentar, para ousar no seu estilo. Pode ser – e é bem provável – que, em dez anos, quando você olhar suas fotos de hoje, seja surpreendido em algumas delas pelo pensamento: como eu pude usar essa roupa? Você terá amadurecido, assim como o estilo das peças que veste. Porém, se for esperto, ainda conservará o mais importante: os traços que definem sua personalidade. A Victoria Beckham amadureceu, mas repara bem como dos anos 90 para cá ela não perdeu sensualidade, ainda que agora não precise mais usar roupas que deixem boa parte do corpo descoberta para exibir a característica marcante. Portanto, mais uma vez, sinta-se livre para mudar, para experimentar, para ousar no seu estilo. Só não deixe de ser quem você é.

Júlia Faria

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