Expira, inspira: sem música, a vida seria um erro

‘Por isso eu amo música.’

‘Por quê?’

‘Uma cena banal, de repente, se enche de significado. Todas as banalidades, de repente, se tornam pérolas de beleza e efervescência. Graças a música.’

Desde o início da semana que terminou ontem estava decidido que o tema do post de hoje seria nossa relação afetiva com a música e a forma como canções podem marcar nossas vidas. Tudo começou com a proximidade dos shows da Banda do Mar, que acontecem neste fim de semana, no Circo Voador. O grupo é formado por Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e Fred Ferreira. Camelo, apesar de todos os projetos (legais) que possa desenvolver, para sempre vai nos fazer lembrar do grupo Los Hermanos, sua primeira empreitada musical de sucesso. Quem hoje passa dos 25 anos, certamente, conheceu os quatro barbudos que embalaram muitos carnavais, romances e despedidas. Eu, confesso, fui uma fã tardia. Lembro-me bem de quando eles anunciaram o tal hiato e a PUC quase entrou em colapso. Nessa hora, ri sozinha comigo e pensei: ‘Bom momento para começar a ouvir’. Foi assim que eu me apaixonei, aos 45 do segundo tempo, e estabeleci a trilha sonora da minha vida acadêmica. Sou dessas que acreditam que tudo acontece quando é para acontecer. E sou feliz por ter a banda associada a uma das épocas mais felizes da minha vida.

loshermanos

As histórias que guardo desse período e a forma como as músicas de Los Hermanos se encaixam em cada um delas renderiam um post inteiro: o dia em que entrevistei Bruno Medina, o dia em que o professor pediu para transformarmos ‘Conversa de Botas Batidas’ em roteiro, o dia da escolha da música de formatura (que acabou sendo Coldplay)… São inúmeras as lembranças. Mas, graças àquelas providências da vida (coincidência não existe, tudo acontece quando é para acontecer, lembra?), a temática ‘música + momentos’ cruzou meu caminho outras duas vezes nessa semana, de formas diferentes e perfeitas para o texto de hoje.

A primeira foi no filme ‘Begin Again‘, traduzido para o português como ‘Mesmo se nada der certo‘, de onde saiu o diálogo que abre o post. A conversa acontece entre os personagens de Mark Ruffalo e Keira Knightley, quando estão passeando pela cidade de Nova York ao som de ‘As Time Goes By‘ (por isso o vídeo!). Ele, dono de uma gravadora, ela, compositora. Os dois estão no fundo do poço – sentimental e profissional. Juntos, tentam se reconstruir. O filme é uma celebração à boa música. Os arranjos criados pelo personagem de Ruffalo fazem o coração acelerar e as letras autorais da personagem de Knightley enchem os olhos de lágrimas. É impossível não se identificar com a canção que fala sobre o casal apaixonado e sentir borboletas no estômago com a virada que a música dá na entrada da guitarra, impossível também é não se surpreender com a letra e a melodia delicadas que, incrivelmente, expressam a raiva de quem foi traído. O longa é uma delícia. Além de retratar um pouco das mudanças do mundo fonográfico na época da internet, e das crises existenciais humanas, ele faz você pensar na vida, relembrar bons momentos e as músicas que o marcaram.

Essa é a deixa para eu contar para vocês qual foi a segunda providência que cruzou meu caminho e veio direto para esse post: That Song When. Trata-se de um hotsite criado pelo Spotify (falamos dele aqui) para resgatar lembranças das pessoas e as músicas associadas a elas. A campanha convida os usuários a contar as próprias histórias e as canções que marcaram o momento, sempre com a hashtag #thatsongwhen. Abaixo, um dos vídeos de divulgação do site que, diga-se de passagem, é genial. Afinal, além de ser bem produzido, faz você amar o Spotify e querer já começar a usar o serviço.

Várias pessoas já participaram no site. Alguns falam sobre momentos difíceis que foram superados com a ajuda de canções, outros relembram a adolescência, uns homenageiam pessoas queridas, muitos abrem o coração e contam histórias bem pessoais, emocionantes e divertidas. É claro que você só pode ouvir um trechinho das músicas. Mesmo assim, vale muito a pena ganhar um tempinho navegando por lá. Quem sabe você não se anima e divide também sua história com o mundo? Só não esquece de contar aqui para a gente!

Viviane da Costa

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