Melhor do Rio: Ipanema

A maresia misturada ao perfume que escapa das muitas lojas e galerias de Ipanema dão ao bairro uma espécie de cheiro típico, diferente dos demais que compõe a Zona Sul do Rio. O resto da atmosfera descolada de um dos destinos favoritos dos turistas que visitam a Cidade Maravilhosa é composta pelos inúmeros bares e restaurantes – que parecem estar sempre cheios – e pelos personagens que transitam sem parar pelas ruas – a pé, de bicicleta, de skate… -, como a Mulher de Branco, uma das moradoras mais famosas de Ipanema.

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Na esquina da Nascimento Silva com Vinicius de Moraes

Além de toda a aura mística do bairro, berço da Bossa Nova, há centenas de bons motivos palpáveis para você visitar Ipanema. Com certeza, a praia é um deles. Mais ou menos da altura do posto 8 até o posto 10, não faltam boas atrações nas areias e no calçadão. Perto da água, o esquema de sempre: canga, biscoito Globo, mate de galão, água de coco gelada e o sol. Ou melhor: o sol, a barraca e o protetor solar. No mar ou no chuveirinho, o refresco está mais do que garantido. Perto do asfalto, você vai se maravilhar com o trabalho dos artistas que habitam um dos calçadões mais conhecidos do Brasil. Há pinturas, desenhos, utensílios para casa, cangas, brincos, colares, chapéus, de tudo um pouco. Os preços, em geral, são salgados, mas uma boa pechincha sempre funciona.

Outro atrativo do bairro é a vida cultural. Ainda de frente para o mar, na Vieira Souto, entre a Teixeira de Melo e a Farme de Amoedo, fica a Casa de Cultura Laura Alvim, que tem cinema, teatro, galeria de arte e um museu. Pertinho, na Visconde de Pirajá, 605, fica o Estação Ipanema, com salas de cinema, lojinhas de variedades, sebo e café. Quase em frente, no número 572, está a Livraria da Travessa. São dois andares inteiros de livros, CDs, DVDs e itens de papelaria para você se perder e voltar para casa com belos achados.

Dois quarteirões adiante, em uma das ruas mais luxuosas da Zona Sul, a Garcia D’Ávila, fica a Casa Ipanema, uma espécie de loja conceito da marca de sandálias que tem o mesmo nome do bairro, e também um espaço colaborativo, que recebe exposições, cursos e lançamentos. É praticamente o que poderia se chamar de agitador cultural em forma de endereço. A programação é variada. A decoração, que traduz muito bem o espírito praiano do carioca, faz valer a visita. Destaque para um detalhe, praticamente, uma relíquia: um letreiro da Chaika, confeitaria – maravilhosa – que fechou em 2012, após 50 anos de funcionamento.

No quesito compras, é difícil competir com as ofertas de Ipanema. O bairro tem inúmeras galerias recheadas de novas marcas, com preços atraentes e opções criativas e diferentes. Sobre uma delas até já falamos aqui. Se você gosta de garimpar, pode reservar uns dois dias para o sobe e desce de escadas rolantes, em busca de itens legais para o seu guarda roupa, sua casa, sua mesa de trabalho… Nas ruas, marcas tradicionais e grandes grifes têm espaço garantido. Indico o livro ‘A Carioca‘, do site RIOetc, para quem quer um guia completo e ótimas dicas. Uma coisa que não está no livro: a Nike escolheu a esquina da Visconde de Pirajá com a Garcia D’Ávila para abrir sua primeira ‘Loja de Experiência’ da América Latina. Com essa, a marca esportiva soma 15 lojas do tipo em todo o mundo. O prédio é imponente e até quem não é fã de acessórios esportivos fica hipnotizado e com vontade de se perder nos mais de 1.200 m² de área.

Depois de tanta andança, duvido que seu estômago não comece a reclamar. Não se preocupe! Para ele também sobram boas possibilidades. A lista é infinita. Entre os locais mais conhecidos dessa humilde jornalista que vos escreve estão: Devassa, Garota de Ipanema, Gula Gula, Balada Mix (os dois anteriores instalados em casarões maravilhosos), Complex Esquina 111, Itahy, D.R.I., Capricciosa, Bazzar, Delirium Café, Market, Frontera, Venga, Belmonte, Barzin, Banana Jack e Shenanigans. Esses aí tem os mais diferentes cardápios e faixas de preço. Indico deixar a escolha por conta da sorte. Passe em frente ao locais, senta o clima do público que frequenta o lugar, dê uma conferida básica no que o Google diz a respeito do estabelecimento e curta. Já dizia Clarice Lispector: ‘Perder-se também é caminho‘. Eu confesso que mesmo com 25 anos de Rio de Janeiro, ainda tenho muitas pendências. Da lista de desejos: Le Vin Bistro, especializado em culinária francesa, e Riso Bistrô, porque, entre outras coisas, tem uma fonte no meio do salão principal onde ficam os clientes. Se você gosta de apostar em indicações, então, tome o melhor suco da sua vida no Natural & Sabor, no início da Visconde de Pirajá. O de morango é divino!

Há muito a ser dito e descoberto em Ipanema. O bairro, com certeza, vai aparecer por aqui outras vezes. Ah, já adianto que não esqueci que lá ficam duas das praças mais charmosas e interessante da cidade: Nossa Senhora da Paz e General Osório. Mas isso é assunto para outro post.

Viviane da Costa (texto e fotos – as sem crédito)

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